Lista de dia dos namorados

No Brasil, o dia 12 de junho é popularmente conhecido como o ‘Dia dos Namorados’. Os casais se presenteiam, fazem declarações de amor e preparam uma programação especial para realizarem ... Reunimos uma lista de 30 + MELHORES MENSAGENS DO DIA DOS NAMORADOS 2019 bem românticas, então, inspire-se agora mesmo: FRASES CURTAS PARA O DIA DOS NAMORADOS 'Às vezes, as coisas mais comuns podem se tornar extraordinárias, simplesmente fazendo-as com as pessoas certas.' Dia dos namorados chegando e o Quero de Casamento vai te dar aquela ajudinha astrológica no amor: Previsões sobre o futuro no amor. Essa é pra quem acredita que toda vibração positiva é válida. E, ah, já sabe né? Se der em casamento, a gente tem uma dica ótima sobre a lista de presentes. Dia dos Namorados – O que dar de presente? A chegada do frio e o início do inverno é sinônimo de looks mais sofisticados, fins de semana ideais para ficar abraçadinho em casa e, claro, o Dia dos Namorados.. Comemorado em 12 de junho, o Dia dos Namorados é uma das datas mais queridas pelos brasileiros. O Dia dos Namorados é uma data linda, mas sofre de um grande problema: só dura um dia. Mas, não se preocupe, isso pode ser resolvido. Comemore o dia de hoje fazendo planos para o futuro e use-o como o ponto de partida para vários outros dias também repletos de carinho e juras de amor. O Dia dos Namorados está chegando e, provavelmente, com ele a dúvida sobre o que dar se presente. O presente de Dia dos Namorados se torna uma incógnita, principalmente para os casais que já estão juntos há algum tempo. Segundo os mesmos, as opções de presentes vão acabando e, certamente, a criatividade também. Dia dos Namorados chegando, e vira e mexe bate aquela dúvida: como presenteá-lo(a)? Com o objetivo de ajudar os apaixonados, fizemos uma pesquisa com os nossos leitores, perguntando o que eles gostariam de ganhar nesse 12 de junho. Agora você confere as sugestões para ele e para ela. Olha só: Para ele - Chopeira - Ingresso pra assi...

Relacionamento cinza

2020.07.30 02:38 pop-sky-12 Relacionamento cinza

Tenho um relacionamento de quase quatro anos. Meu namorado sempre esteve em conflito em relação ao curso escolhido/carreira na faculdade. Como ele não parecia disposto a prestar vestibular de novo e nem fazia ideia do que queria, sempre o incentivei a terminar o curso atual. Ao meu ver, um diploma é melhor que nenhum diploma.
Só que essas crises foram piorando. Ele está no último ano, na cara do gol e eu não fazia mais ideia do que fazer para aguentar os surtos dele. Até que eu estourei com ele.
Disse que ele devia procurar um psicólogo, coisa que eu estava pedindo fazia meses. Depois que eu estourei, ele fez.
Esse não é o único episódio do nosso relacionamento onde eu "estourei". Mas percebi que ele só me ouve ou toma atitude quando eu já não aguento mais. E eu odeio ser levada ao limite da minha paciência, do meu emocional, para ele entender o que é necessário fazer.
Ele se lamenta de não ter sucesso (eu sinto que ele gostaria de ter atenção, ser algum tipo de estrela), é paranóico, sempre achando que as pessoas estão comentando sobre ele, fazendo graça da cara dele. Ele se afunda em algumas convicções por mais que tenham N pessoas ao redor dele que digam que não é assim, que as coisas tem jeito, que existem outras formas.... Ele só ignora e depois de meses percebe que é verdade. E não aprende e fica nesse ciclo infinitamente.
Acontece que eu estou cansada. Eu iniciei esse relacionamento por ter uma infinita admiração por ele, por me sentir atraída, por achá-lo justo, por ser bom para mim. Eu poderia tecer uma lista de qualidades.
Após ele procurar um psicólogo (um mês depois da pandemia), ele surtou em cima de mim quando eu disse que parecia que só eu tentava manter as nossas conversas engajadas, para nos manter próximos. Só eu o procurava, só eu procurava assunto, que eu estava cansada e queria que ele estivesse presente. Ele disse que eu não fazia ideia do que ele passava. Que eu não via os avanços dele. Que eu o julgava demais, que eu só cobrava, que ele não tinha apoio nenhum vindo de mim.
Isso porque eu virei noites com ele, incentivando-o a terminar os trabalhos da faculdade. Eu que sugeri que ele procurasse um psicólogo. Eu que sempre fui tão cuidadosa na escolha das palavras, estava sendo acusada de tudo. De ele se sentir deslocado, de se sentir estranho, do pai ausente na infância, de ele não fazer sucesso com as garotas, do bullying no ensino médio.
Algo dentro de mim murchou naquela hora. E eu não entendi esse sentimento até agora.
Dei uma afastada por umas duas semanas. Sempre respondendo ele, sempre dando bom dia, sempre desejando boa noite. Depois dessa respirada, me senti com saudades e voltei a me aproximar. Na véspera de uma consulta com a psicóloga, casualmente conversando, disse para ele falar com ela sobre a questão da maturidade.
E de novo ele surtou em cima de mim. E disse que não sabia o que eu queria dele, pois eu mudava o que eu queria a todo segundo.
E aí eu me senti murchar novamente. E faz uns três meses que me sinto assim.
Eu tive depressão. Fiz o meu melhor pra sair dela. Luto com unhas e dentes contra ela todo dia, pois não quero nunca mais voltar ao poço que eu estava. Então compreendo a parte da luta clínica. Eu só não compreendo porque ele desconta em mim.
Uma hora depois do último surto, ele se acalmou, se desculpou (como sempre fez). Mas mesmo 3 meses depois, eu ainda não me sinto a mesma de antes. A admiração parece que morreu. E revendo o nosso relacionamento inteiro, vejo agora as inúmeras vezes que eu tive que lidar com isso. Que tive que agir como se fosse uma mãe.
Eu só não sei o que pensar e o que concluir. Seguimos nos falando, mas da minha parte as coisas continuam nesse tom de cinza.
Falei com minhas amigas. E elas me falaram que raro é encontrar homem da nossa idade com alguma maturidade emocional. Uma delas inclusive terminou 3 relacionamentos pois todos eles chegaram nessa etapa onde ela parecia ter virado a mãe do cara.
Eu só queria outras opiniões. Não sei que conclusão tirar ou o que pensar direito. É isto.
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2020.06.07 15:18 c4rlossamurai-mig Dia 12, desemprego, família

Dias 12 eu vou ir ficar com uma pessoa que eu tenho uma relação incrível planejamos até quem sabe namorar como as coisas irem entre nós, meio que já tratamos um ao outro como namorados, e nesse dia vou conhecer a família dela. Eu estou feliz demais com isso mas eu me sinto tão ansioso e pressionado, pelo fato de eu estar desempregado porque a minha mãe falou, nunca vi um desempregado arrumar namorada. O que ela disse me afetou tanto, que me senti não merecedor de ter alguém pra amar afinal, meu último emprego foi em agosto do ano passado e o que eu vou dizer a família dela quando me questionarem "você faz o que da vida ?" E por aí vai porque esperam isso da gente.
Mas pera aí, eu preciso estar empregado pra poder amar alguém ? Eu só sou digno de me relacionar com alguém se eu trabalhar ? E o que dá a entender é isso Mas porque isso me afeta tanto ? Essa cultura me faz quantificar a vida como se fosse uma corrida ou uma lista de obrigações, no entanto eu entendo completamente que eu preciso viver além de só namorar e isso inclui trabalhar, mas porque a cobrança vem forte agora quando eu só quero me relacionar com outra pessoa ?
Como eu posso lidar com mais leveza até eu arrumar um emprego sem deixar essa aflição afetar meu relacionamento ?
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2020.05.09 22:11 IBGE Ranking de convidados do nerdcast por número de participações

Tava com tempo livre, decidi tentar extrair estatísticas interessantes sobre o Nerdcast. Para você que gosta de números, eis o ranking de convidados do nerdcast, por número de participações:
Rank Participante Participações Primeira Data da Primeira Última Data da Última
1 Tucano 274 15 - X-Men nos Quadrinhos 25/05/2006 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
2 JP 168 09 - Pérolas do RPG 21/04/2006 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
3 Eduardo Spohr 162 13 - Google é meu pastor e nada me faltará 17/05/2006 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
4 Carlos Voltor 141 01 - Super-Homem: Herói americano ou do mundo? 02/04/2006 708 - Mandalorian: A babá do baby Yoda 17/01/2020
5 Bluehand 113 10 - Nostalgia Tecnológica 28/04/2006 559 - Tecnologias do Futuro 3 17/03/2017
6 Sr.K 104 31 - DO IT NOW, DAMMIT! 22/09/2006 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
7 Portuguesa 69 25 - Coca-Cola, Cheetos e Dança da Vassoura 04/08/2006 724 - Bariátricas Selvagens 2: Double Dumping 08/05/2020
8 Atila 63 249 - Evolução artificial da Seleção Natural 04/03/2011 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
9 Affonso Solano 59 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 720 - Não vale usar Google! 10/04/2020
10 Caio Gomes 56 331 - Conjecturas sobre viagens no tempo 05/10/2012 715 - Você tem noção do perigo? 06/03/2020
11 Guga 54 38 - HQ no cinema: Passado e futuro 10/11/2006 548 - Rogue One: A Fan Service Story 23/12/2016
12 Sra. Jovem Nerd 52 25 - Coca-Cola, Cheetos e Dança da Vassoura 04/08/2006 705 - Pequenos Prazeres 2 20/12/2019
13 Rex 49 60 - Homem-Aranha – Back in Black! 04/05/2007 708 - Mandalorian: A babá do baby Yoda 17/01/2020
14 Mario Abbade 36 06 - V de Vingança 08/04/2006 126 - Rock n’ Roll – 70/80 05/09/2008
15 Andre Souza 35 339 - Distúrbios mentais 30/11/2012 719 - Saúde mental na quarentena 03/04/2020
16 Filipe Figueiredo 33 474 - A Batalha de Stalingrado 17/07/2015 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
17 Diogo Braga 31 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 720 - Não vale usar Google! 10/04/2020
18 Fabio Yabu 29 105 - Fábio Yabu, o homem que matou o Jovem Nerd 21/03/2008 649 - Aquaman, uma estrela do mar #TurumTsss 07/12/2018
19 Jonny Ken 28 195 - Quem fez a internet 29/01/2010 609 - Nerdcast sem Fio 4 02/03/2018
20 Nick Ellis 28 85 - Nerdcast sem fio 01/11/2007 629 - Black Mirror precisa de um abraço! 20/07/2018
21 Beto Estrada 27 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 667 - Shazam nos quadrinhos 05/04/2019
22 Tresde 26 72 - Conspiração – “Constantinopla” 27/07/2007 641 - Traumas de Infância 2 12/10/2018
23 Android 25 186 - Isaac Asimov e seus escravos tchecos 06/11/2009 594 - Blade Runner 2049: menos noir e mais futurista 17/11/2017
24 Guga Mafra 24 358 - O Poder da Retórica 12/04/2013 705 - Pequenos Prazeres 2 20/12/2019
25 Leonel Caldela 24 379 - Literatura Fantástica Brasileira 06/09/2013 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
26 Marco Gomes 23 211 - Profissão: Programador 28/05/2010 647 - Comidas Horríveis 23/11/2018
27 Cardoso 18 102 - Rambo: Missão Cumprida 29/02/2008 418 - Debate: #vaitercopa #nãovaitercopa 13/06/2014
28 Amigo Imaginario 16 27 - Animês – Dooka yoroshiku onegai itashimasu 18/08/2006 388 - O mundo conservado das embalagens 07/11/2013
29 Guilherme Briggs 16 94 - Max, Traga Minha Capa! – Entrevista com Guilherme Briggs 04/01/2008 564 - O lado bom da vida 21/04/2017
30 Marcelo Bassoli 15 599 - Star Wars: Os Últimos Jedi – Vem pro nosso lado! 22/12/2017 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
31 Cris Dias 14 89 - Nerdca$h 30/11/2007 412 - Bugs e Gafanhotos Digitais 02/05/2014
32 Leila 12 611 - Histórias Desgraçadas 16/03/2018 713 - Gaveta: O deus do carnaval 21/02/2020
33 Gaveta 11 228 - Profissão: Mago dos Efeitos Visuais 24/09/2010 724 - Bariátricas Selvagens 2: Double Dumping 08/05/2020
34 Ana Arantes 10 492 - Divertida mente no divã 20/11/2015 719 - Saúde mental na quarentena 03/04/2020
35 Izzy Nobre 9 188 - Histórias de emigrantes 20/11/2009 534 - Pokemongo 16/09/2016
36 Lierson Mattenhauer 9 606 - Segredos dos Restaurantes 09/02/2018 713 - Gaveta: O deus do carnaval 21/02/2020
37 Pirula 9 398 - A Era dos Dinossauros 24/01/2014 681 - Reprogramação Quântica de Mindset 05/07/2019
38 Henrique Granado 8 54a - Star Wars – 20.000 Lactobacilos, vivos! 01/03/2007 622 - Han Solo: É o que tem pra hoje 01/06/2018
39 Jurandir Filho 8 99 - Oscar – Em 2008, o Nerdcast vai para… 08/02/2008 678 - Os Piores Crossovers 14/06/2019
40 Katiucha Barcelos 8 664 - Capitã Marvel: Representou? 15/03/2019 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
41 David Preti 7 421 - Eu, colecionador 04/07/2014 712 - Assim que nasce o Corona 14/02/2020
42 Edney Souza 7 89 - Nerdca$h 30/11/2007 434 - Nerds Cervejeiros 03/10/2014
43 Francine 7 240 - Que fim levou…? 17/12/2010 625 - Permanentemente desgraçado da minha cabeça! 22/06/2018
44 Irado 7 207 - Bêbado e na Mão do Palhaço 2 30/04/2010 644 - Essa minha timidez 02/11/2018
45 Mauricio Saldanha 7 142 - Retrospectiva Nerd 2008 02/01/2009 375 - Breaking Bad: Chutando o Balde 09/08/2013
46 Rafael Calsaverini 7 324 - Alô criançada, o Bóson chegou! 17/08/2012 425 - A Ciência dos Super-Heróis 2 01/08/2014
47 Marcelo Forlani 6 99 - Oscar – Em 2008, o Nerdcast vai para… 08/02/2008 334 - Remakes relembrados 26/10/2012
48 Altay Souza 5 614 - Dormindo no ponto 06/04/2018 715 - Você tem noção do perigo? 06/03/2020
49 Carlos Merigo 5 57 - THIS IS SPARTA!!! 30/03/2007 440 - Making of Podcasts 13/11/2014
50 Dubox 5 27 - Animês – Dooka yoroshiku onegai itashimasu 18/08/2006 652 - O SOBRENATURAL NÃO ECZISTE! OU NÃO… 2 21/12/2018
51 Leo Lopes 5 307 - Nostalgia do humor brasileiro 20/04/2012 676 - Elton “Reginaldo” John: Gênio Extravagante 31/05/2019
52 Anderson Argentoni 4 58 - Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas e Nerds 13/04/2007 121 - Nostalgia Animada – Parte 02 01/08/2008
53 Bia Kunze 4 85 - Nerdcast sem fio 01/11/2007 609 - Nerdcast sem Fio 4 02/03/2018
54 Borbs 4 49 - Oscar – E o Nerdcast vai para… 26/01/2007 329 - Bikini Girls with Machine Guns 2 21/09/2012
55 Bruno Carvalho 4 354 - O turno dos RTS games 15/03/2013 508 - A dimensão dos games de mundo aberto 18/03/2016
56 Evandro De Freitas 4 354 - O turno dos RTS games 15/03/2013 508 - A dimensão dos games de mundo aberto 18/03/2016
57 Marcela Versiani 4 390 - A Era de Battlefield 22/11/2013 621 - Profissão: Artista de Games 25/05/2018
58 Pri Ganiko 4 631 - League of Legends: Confia na call 03/08/2018 685 - MCU Fase 4 02/08/2019
59 Sergio Sacani 4 323 - Marte, Curiosity e a Fronteira Final 10/08/2012 670 - O buraco negro é mais embaixo 26/04/2019
60 Caue Moura 3 375 - Breaking Bad: Chutando o Balde 09/08/2013 418 - Debate: #vaitercopa #nãovaitercopa 13/06/2014
61 Fabio Lugar 3 398 - A Era dos Dinossauros 24/01/2014 572 - A origem da vida 16/06/2017
62 Guilherme Camillo 3 429 - Profissão: Cara do TI 29/08/2014 513 - Cloudcast 22/04/2016
63 Lady Lark 3 01 - Super-Homem: Herói americano ou do mundo? 02/04/2006 03 - Quadrinhos: A volta de Jason Todd (?!) 02/04/2006
64 Marcelinho 3 366 - Especial Dia dos Namorados 2013 07/06/2013 520 - Especial Dia dos Namorados 2016 10/06/2016
65 Marina Val 3 505 - Doctor… Who? 26/02/2016 664 - Capitã Marvel: Representou? 15/03/2019
66 Mauricio Cid 3 278 - Profissão: Blogueiro 23/09/2011 714 - Viajar é se f*der 4 28/02/2020
67 Max Valarezo 3 659 - Vidro todo Fragmentado, mas inquebrável 08/02/2019 710 - O Oscar 2020 vai para… 31/01/2020
68 Rogerio Bonfim 3 217 - As eleições da internet. Ou não. 09/07/2010 414 - Homem no volante, perigo constante 16/05/2014
69 Alek 2 429 - Profissão: Cara do TI 29/08/2014 481 - A Cronologia Metal Gear 04/09/2015
70 Alexander Stahlhoefer 2 574 - A Reforma Protestante 30/06/2017 588 - A Mãe segundo Aronofsky 06/10/2017
71 Alexandre Inagaki 2 217 - As eleições da internet. Ou não. 09/07/2010 255 - Como eram gostosas as pornochanchadas 15/04/2011
72 Almondega 2 222 - Nerdtour 2010 – Nobody tell nothing 13/08/2010 481 - A Cronologia Metal Gear 04/09/2015
73 Andre Gordirro 2 495 - A Revolução Star Wars 11/12/2015 497 - Star Wars VII – O despertar das emoções 25/12/2015
74 Andre Vianco 2 379 - Literatura Fantástica Brasileira 06/09/2013 435 - Criação de Mundos 10/10/2014
75 Barbara Russell 2 441 - Profissão: Engenheiro Civil 21/11/2014 636 - Viajar é se f*der 2 07/09/2018
76 Carlinhos Troll 2 580 - Road Trip 11/08/2017 585 - Junk Food 15/09/2017
77 Daniel Jezini 2 560 - Como funciona o Brasil: TCU 24/03/2017 626 - Como funciona o Brasil: Urna Eletrônica 29/06/2018
78 Dexter 2 369 - Profissão: Médico 28/06/2013 503 - Esse Zika é vírus! 11/02/2016
79 Erick Carvalho 2 57 - THIS IS SPARTA!!! 30/03/2007 704 - Traduzindo o Senhor dos Anéis 13/12/2019
80 Flavio Augusto 2 449 - Nômades Modernos 23/01/2015 470 - Expresso Empreendedor 5 19/06/2015
81 Gabriel Dread 2 384 - Minha Vida Não Convencional 11/10/2013 661 - Cultos, fanáticos e pelados 22/02/2019
82 Gica Yabu 2 311 - Decifrando Donnie Darko. Ou não. 18/05/2012 396 - Babycast 10/01/2014
83 Guilherme Novaes 2 604 - O Futuro da Educação 26/01/2018 612 - Blockchain, criptomoedas e lagosta 23/03/2018
84 Gustavo Guanabara 2 211 - Profissão: Programador 28/05/2010 332 - Profissão: Professor 12/10/2012
85 Hell 2 260 - A história das histórias em quadrinhos 20/05/2011 313 - HQ: Os Velhos Novos 52 01/06/2012
86 Ken Fujioka 2 169 - Profissão: Publicitário 10/07/2009 397 - Polêmicas da Publicidade 17/01/2014
87 Leon Martins 2 476 - Viajar é se f*der 31/07/2015 534 - Pokemongo 16/09/2016
88 Lucas "Marduk" Rampinelli 2 526 - A revolução buffada dos eSports 22/07/2016 631 - League of Legends: Confia na call 03/08/2018
89 Lucas Radaelli 2 256 - Cegos, nerds e loucos 22/04/2011 506 - Cegos, nerds e loucos 2 04/03/2016
90 Luquinhaz 2 638 - Profissão: Videomaker 21/09/2018 659 - Vidro todo Fragmentado, mas inquebrável 08/02/2019
91 Marcos Pontes 2 484 - Histórias de um mecânico espacial 25/09/2015 617 - A nova corrida espacial 27/04/2018
92 Mau Faccio 2 505 - Doctor… Who? 26/02/2016 717 - Nerds Vaidosos 20/03/2020
93 Mila 2 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019 698 - Filme bom, ciência ruim 01/11/2019
94 Pollar 2 71 - Transformers – Hora de morfar! 20/07/2007 95 - Japão – Quem tem Koku, tem Edo 11/01/2008
95 Sandro Magaldi 2 470 - Expresso Empreendedor 5 19/06/2015 604 - O Futuro da Educação 26/01/2018
96 Vinicius K-Max 2 346 - Hackers, Crackers e Dieckmans 18/01/2013 363 - The Deep, the bad and the dirty web 17/05/2013
97 Vinicius Schiavini 2 76a - Lost – Malditos Mind Games! 24/08/2007 111 - O Invencível Homem de Ferro… Velho 02/05/2008
98 Vivi 2 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019 698 - Filme bom, ciência ruim 01/11/2019
99 Yasodara Cordova 2 642 - Privacidade na Internet 19/10/2018 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019
Notas: só inclui o programa principal (e não NerdTech, empreendendor, etc) e apenas quem teve pelo menos duas participações. Feito com dados dos episódios 1 a 724. Pode conter pequenos erros.
De bônus, algumas curiosidades sobre participações que encontrei no processo:
Convidado que sumiu por mais tempo antes de voltar: Erick Carvalho, por quase 13 anos entre o 57 - THIS IS SPARTA!!! e o 704 - Traduzindo o Senhor dos Anéis . Os próximos da lista são Dubox (222 ao 652, 8 anos), Henrique Granado (220 ao 548, 6.5 anos), Cid (427 ao 714, 5.5 anos), Gabriel Dread (384 ao 661, 5.5 anos) e Irado (207 ao 480, 5.5 anos)
Nerdcast com mais participantes: 632 - O mundo depois de Thanos (10: Alottoni, Átila, Caio Gomes, Eduardo Spohr, Filipe Figueiredo, Marco Gomes, Pirula, Sr. K, Tucano e Azaghal). Como apontou u/NukeNipples, o 632 na verdade só tem 5 participantes. O nerdcast com mais participantes de verdade, então, provavelmente é o 219 - Lost: Desabafo!, com 9: Alottoni, Fábio Yabu, JP, Tucano, Maurício Saldanha, Nick Ellis, Android, Eduardo Spohr, e Azaghal.
Sugestões de outras estatíticas interessantes para calcular são bem vindas.
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2019.10.28 11:05 darkalemanbr O dia que eu levei pra cama uma mina cliente do meu trampo

Quando eu tava fazendo facul de pedagogia bovina, eu tive que arrumar um trampo pra poder pagar a mensalidade e o aluguel da minha kitchenette (quitinete pra quem não fala inglês) depois que meus pais me chutaram pra fora de casa por ter 32 anos e nunca ter arranjado um emprego. (Como se a culpa fosse minha e não dessa crise do caralho culpa do governo esquerdalha que fez meu papai perder seu cargo público) Enfim...
Aí eu comecei no trampo novo de ajudante de barman numa balada. Meu serviço era basicamente preparar os ingredientes das bebidas que ele fazia, tipo descascar abacaxi pra fazer pina colada etc. O ácido do abacaxi comeu tudo as minhas digital dos dedos, sérinho velho. Mano não entendo a pira que essas mina tem de tomar suco de fruta batizado com pinga...
Beleza. Aí depois de uns 6 meses ali eu já tava fazendo malabares com abacaxi e tal e as chapada locona ficava gritando no balcão vendo nós bater suco com balalaika. Aí que minha sorte mudou.
Um belo dia depois de mais uma noite de ver gente com a camisa toda vomitada, eu saindo do expediente uma mina coisa mais linda, baixinha tipo 1,50m, moreninha de olhos verdes, já bem grog, encostada na parede não conseguia nem ficar de pé direito, me aborda e pergunta:
Oiii. Nossa você não é o cara do abacaxi lá do bar?!
Aí eu respondo:
Eu mesmo. Gostou da apresentação, linda?
E ela retruca, em tom de ironia:
Haha nooossa amei foi o máximo. Uhul. Você leva jeito com a fruta mesmo né...
Aí conversa vai, conversa vem, pergunto pra ela se ela tava esperando alguém, aí ela:
Entããão... Eu tava com a minha amiga mas ela foi embora e me deixou aqui, eu tô esperando pra ver se alguém me dá carona...
Aí meu parceiro, minha testosterona entrou em ação. Claro que me aproveitei da situação e ofereci carona:
A gente podia dividir um Uber... Mas só tem uma condição: ele vai parar só na minha casa.
Aí a feição dela já mudou, e pasmem confrades, ela topou:
Hmmm. Digo bora, eu gostei de você.
Aí depois de 17 minutos a nossa carroagem do amor chega. Embarcamos atrás e mandei o motorista tocar (o carro, lógico). Aí na segunda esquina ela já encostou a cabeça no meu ombro e adormeceu. Ela babou um pouco na minha peita original do Avenged Sevenfold mas tudo bem.
Aí chegamos na minha humilde residência. Eu acordo ela com uma voz melosa de mãe americana pra não assustar:
Acorda meu amor. Nós já chegamos.
Ela olha pra mim com aqueles olhos de chinês em transe e, com muito esforço, fica de pé. Eu como sou homem cavalheiro, ajudei a donzela até o meu sofá, onde ela se sentou. Enquanto ela repousava suas nádegas suadas, fui buscar um copo d'água filtrada no meu filtro de barro (que aliás é o melhor do mundo) para reidratá-la e prepará-la para nossa noite nupcial. Para meu desapontamento, ao retornar, ela se encontrava novamente deitada e salivando, em sono profundo.
Bom, aí meus chapas, vocês já sabem o que acontece com mulher gostosa em coma alcoólica na minha casa: carreguei ela pra cama, tirei o sapatinho dela, afrouxei a roupinha dela e coloquei a coberta por cima dela e deixei ela dormindo uma bela noite de sono numa posição confortável enquanto fui dormir no sofá.
Já de dia, ela me acorda e diz:
Oi. Nossa eu tô perdidassa, que vergonha. Quem é você e onde nós estamos?
Eu falo o meu nome e explico toda a história da balada, Uber e que ela pegou no sono e não tinha rolado nada e tal... Daí ela exclama:
Caralho, meu namorado vai me matar. Eu tô sem crédito... Me empresta seu celular pra ligar pra ele?
Com pena da situação da pobre moça, cedi:
Oi amor... Tô na casa de um amigo... Não!!! Deixa de ser besta, ele é gay... Tá... Tá bom... Eu te mando a localização... Beijo... Também te amo... Tchau.
Ela se direciona a mim de novo:
Ele tá vindo me buscar. Obrigado, tá?! Desculpa qualquer coisa...
E ela foi embora...
Depois, por curiosidade fui ver para qual número ela havia ligado e percebi que o número estava na minha lista de contatos! O nome do namorado dela? u/nomanoid
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2019.08.27 02:37 shanna1977 FUI ROUBADA AOS MEUS PAIS - Céline Giraud com Emilie Trevert

«Fui roubada aos meus pais» é uma narrativa na primeira pessoa de Céline Giraud, uma francesa de origem peruana que passou 23 anos da sua vida a acreditar que tinha sido adoptada pelo casal francês que se acostumou a chamar de pais, porque a sua mãe biológica não teria condições para a criar. Ainda que rodeada de amor por estes pais, Céline sentiu a veemente necessidade de perscrutar as suas origens, de conhecer a família biológica. Toda a gente precisa de saber de onde veio, de referências. Começa assim a saga deste livro de 184 páginas reimpresso em 2007.
Os procedimentos que Céline encetou no sentido de descobrir a sua história e a sua família peruana trouxeram revelações estrondosas: ela não havia sido abandonada à nascença pela mãe biológica, mas arrancada dela com apenas três dias de vida! Roubada para render no “mercado” de tráfico de crianças três mil dólares. O impacto da notícia, recebida a 22 de Fevereiro de 2004, fê-la procurar, com a ajuda dos pais do namorado, Fernando, pistas relativas ao seu rapto. Esta iniciativa culminou na localização de mais de vinte crianças, também peruanas, sequestradas no mesmo dia.
O casal francês que adoptou Céline desconhecia, contudo, o processo pelo qual a organização francesa que contactou lhe tinha obtido uma criança de quinze dias em tempo recorde. Ao tomar conhecimento da situação dos outros bebés, Céline criou a associação La Voix des Adoptés, cuja missão é apoiar crianças adoptadas, numa perspectiva de poder, eventualmente, ser um ponto de contacto com as respectivas famílias.
Para além do carácter de investigação impresso a este livro, ele contém, igualmente, os sentimentos associados às várias descobertas, informações preciosas, matéria para uma séria análise social da problemática do tráfico de crianças, a dor e a mágoa de estar entre duas mães que a amam e querem, consubstanciando a narração de um reencontro (impensável, com a mãe biológica) e o testemunho da crueldade implícita neste tipo de “negócio”.
Ainda assim, a linguagem não é pesada e o intuito não corresponde à vitimização; evidenciando os pormenores do seu rapto, a autora pretende, por um lado, partilhar a sua experiência e, por outro, lançar o alerta deste perigo aos milhares de casais que se encontram em lista de espera para a adopção. Para tal, Céline Giraud contou com a preciosa ajuda da jornalista Émilie Trevert. O livro «Fui roubada aos meus pais» integra a colecção Grandes Narrativas, publicada em Portugal pela Editorial Presença. http://www.visionvox.com.bbiblioteca/c/C%C3%A9line_Giraud_Com_Emilie_Trevert_Fui_Roubada_Aos_Meus_Pais.txt
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.03.26 09:08 jwachowski Toda vez que digo adeus eu morro um pouco

Eu tinha acabado de pedir um martine para o garçom enquanto a banda de jazz tocava I loves You Porgy. Foi quando a avistei entrando pela porta do bar. Demorei a acreditar. Ela continuava linda. Cabelos cacheados ao natural. Já não usava mais aquelas cores extravagantes de quando estávamos na faculdade. Ela estava acompanhada mais não me ative a esse detalhe. Não me ative mais a nada depois que ela entrou naquele recinto.
— Nina! Nina!
— Joel? Nossa! O que você tá fazendo aqui em Berlim?
— Eu trabalho aqui. To fazendo um bico tocando sax nesse bar.
— Cara, que coincidência! — Ela sorria com seus olhos brilhantes enquanto o homem que a acompanhava resmungava algo em um alemão com sotaque do interior. Ela ainda usava a mesma cor de batom de quando estudávamos.
— Eu vou tocar agora mas se depois do expediente você quiser tomar alguma coisa pra gente conversar. — Perguntei em português rezando para que o o alemão que estava com ela não tivesse entendido.
— Pode ser. Me dá seu numero que eu te mando uma mensagem e a gente combina.
Subi ao palco e empunhei meu sax alto. Toquei I fall in love too easily do Chat Baker. Eu imaginava sua boca no lugar daquele instrumento frio e babado. Lembrando de tudo que renunciei para seguir meu coração. Lembrando todas as vezes que a vi mudar de namorado enquanto eu permanecia no caminho que eu escolhi. Senti meu o celular no meu bolso vibrar e quando acabei o solo e o tecladista entrou dei uma olhadinha no mensageiro e lá estava uma mensagem dela.
No dia seguinte nos encontramos no parque. De óculos escuros andávamos pela beira de um lago onde alguns patos nadavam tranquilamente.
— Tem sentido falta do Brasil? — Perguntei.
— Sim, mas as coisas lá estão muito difíceis. Talvez eu volte depois da fake war. Por enquanto meu nome está na lista vermelha do governo. Se eu voltar agora posso ser presa. Mas conta aí, como você veio parar aqui em Berlim? Eu achei que você fazia francês na faculdade.
— Sim, eu terminei fazendo francês. Mas como vim parar aqui é uma longa história.
— haha Joel e suas longas histórias.
— Verdade haha. Mas eu preciso confessar uma coisa. Eu aprendi Alemão por sua causa. — Ela enrubesceu suas bochechas rosadas. — Naquela época durante a graduação eu fui apaixonado por você durante anos.
— E agora não é mais?
— Se eu ainda fosse não estaria falando isso com você.
— Na verdade eu sempre soube disso. Você tem a alma transparente, Joel. Ontem no bar enquanto você tocava quase dava para ver e tocar o que você sentia. — Ela disse isso e tirou meus óculos escuros. — Seus olhos continuam com o mesma cara de cachorro magro.
— Haha! Você também continua com essas bochechas sardentas! Parecem um morango.
— Ah para de falar das minhas bochechas!
Coloquei meus óculos de sol novamente e continuamos andando pelo parque. Sentamos num banquinho gelado. Não falamos nada apesar da saudade de falar português. — Quando você volta para o Brasil? — Ela perguntou.
— Na segunda feira. — A BMW do Alemão Buzinou ao longe.
— Eu preciso ir. Foi muito bom te encontrar e conversar em português com alguém.
— Eu também curti.
— Antes de ir eu preciso perguntar… porque você nunca disse nada?
— Eu era besta, Nina. Tinha medo de tudo. A diferença é que hoje sou uma besta sem medo de parecer ridículo.
— Entendo haha. Então, boa sorte na sua viagem! — Ela me deu um abraço forte que deixou meu sobretudo empregnado com aquele perfume doce cor de violetas. Sentei novamente no banquinho e coloquei meu fone de ouvido. Na playlist tocava Every Time You Say Goodbye — Ella Fitzgerald enquanto os patos no lago acasalavam tranquilamente fazendo ondinhas pela água.
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2018.07.27 05:23 shadimini desabafo de alguém que acreditava que tinha amigos de verdade

(eu ia por no grupo do face, por isso "eu quero reclamar") Oi, eu quero reclamar de uma "amiga", que foi falsa comigo, que distorceu palavras para as pessoas e que inventa motivos para eu ser o culpado... Bom, a história começa assim, nós éramos amigos a 1 ano e 6 meses, mas do ponto de vista dela, eu era o amigo tóxico, ela falava que eu dava lâminas para ela, quando eu pegava lâminas PARA MIM (sim, eu me cortava), ela também fala que eu falava para ela fazer fitas e se matar (quando falei uma vez zoando, e eu fiz uma lista e textos quando eu pensava em suicídio). Quando eu falei que queria comprar uma faca de caça (para colecionadores, eu me interesso nesses artigos), ela distorceu as minhas palavras e falou que eu ia trazer uma faca para ameaçar o namorado dela e os amiguinhos dele (amigos esses que eu já tinha me afastado a um tempo), e com isso eu sofri bullying e de desespero cheguei a ligar no CVV (Centro de Valorização a Vida), porque eu tava pensando em fazer algumas coisas, então eu contei pra minha mãe... Ela (" amiga ") achava que estava grávida , pois ela ESQUECEU a camisinha (coisa que não tem como se esquecer, ainda mais se ela não queria engravidar, só se ela estivesse com amnésia (Minha opinião aqui: Eu acredito que não tem como esquecer isso, é tipo, a única coisa que você tem que lembrar, não é difícil, e moramos do lado de um postinho de saúde, E É DE GRAÇA!)). Um tempo depois, os amiguinhos dele e ele foram suspensos por uma semana, já que levaram bebida na escola (Eu não estava indo por medo deles). No outro dia, ela ("amiga") e o namorado vieram na minha casa e conversaram com a minha mãe, enquanto eu estava no trabalho, contou sobre minha sexualidade (o que é algo que deveria sair da MINHA boca), mentiram que bebi com eles na sala, mentiram que EU fazia bullying, quando eles que faziam comigo.... Minha mãe acreditou na minha palavra, e agora faltando alguns dias para as férias acabarem, eu tô com medo de novo (eu já mudei de sala).
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2018.06.30 11:54 YumaS2Astral Estou sem chão. Fui abandonado por um amigo (e pelo motivo mais idiota possível). TL;DR: Foi por causa de namorado

Na verdade, só essa semana, quatro pessoas me abandonaram. Mas nas três primeiras vezes deu pra levar. Resumindo:
Na primeira, foi um garoto que eu acabara de conhecer, que havia me abandonado por causa de um mau entendido terrível entre a gente. Eu fiquei meio abalado mas resolvi deixar pra lá, até porque era alguém que eu acabei de conhecer (no dia que isso aconteceu).
Na segunda, foi uma pessoa com quem tentei reaver a amizade (faz mais de um ano que a gente brigou). A gente chegou a conversar, parecia que estava tudo bem entre a gente, eu fiquei feliz pelo que aconteceu. Aí eis que no dia seguinte, eu vou olhar no Facebook, e eu reparo que ele me bloqueou. No fim das contas, nada mudou, ele continua a mesma pessoa de antes. Resolvi deixar pra lá, embora confesso que fiquei ainda mais abalado.
Na terceira, foi um cara com quem me encontrei, eu havia contatado ele pra pedir desculpas pelo que aconteceu no passado, e achei que estava tudo bem entre nós, até que horas após o encontro, quando eu vou olhar no app com o qual eu falava com ele, percebo que o perfil dele sumiu. Das duas uma, ou ele me bloqueou, ou ele deletou o perfil. Eu quis tentar entrar em outra conta pra confirmar o que de fato aconteceu, mas não consegui. Resolvi deixar pra lá porque não consegui comprovar o que de fato aconteceu.
A quarta vez no entanto, foi o sopro que fez desmoronar o castelo de cartas.
Eu tinha um amigo que parecia sofrer de depressão. Eu sempre falava com ele e estava me sentindo cada vez mais próximo dele. Eu achava ele muito fofo e bonitinho, o modo de ele falar, de agir, etc. E os gostos dele também. Embora no começo eu pouco falasse com ele, eu estava recentemente me sentindo tão à vontade conversando com ele, que eu passei a todos os dias, dar bom dia pra ele, e perguntar como foi o dia dele.
Estava indo tudo às mil maravilhas... até o início dessa semana.
Depois dos fatos que eu mencionei aí em cima, eu falei pra ele que estava abalado, e embora eu tivesse resolvido seguir em frente, eu ainda estava me sentindo meio triste por dentro. Eu "segui em frente" apenas entre aspas, porque são acontecimentos assim que me fazem ficar com medo de que todos os meus amigos me abandonem, me bloqueiem, sumam da minha vida, me esqueçam, etc. Ele falou pra eu não pensar assim. Aí eu respondi que isso já aconteceu diversas vezes comigo no passado (e não é mentira; estas não foram as únicas vezes que as pessoas me abandonaram).
Então no dia seguinte, ele começou a demorar pra responder minhas mensagens. E aí quando perguntei, ele disse que estava ocupado. E eu achei que estava tudo bem, mas comecei a ficar preocupado depois de alguns dias, pois eu sempre mandava mensagem e ele nunca respondia.
Até que anteontem, aconteceu aquilo que eu mais temia. Fui ver o perfil dele no Face e estava escrito "adicionar aos amigos". Ou seja, ele me removeu do facebook.
Aquilo fez meu coração acelerar na hora (e eu já estava sentindo dor no peito faz uns dias). Eu fiquei sem chão, sem saber o que fazer. A primeira coisa que eu fiz foi entrar em um perfil alternativo que eu tenho (graças ao senhor Zuckerberg, eu tenho que manter três contas diferentes no Facebook, pro caso de uma delas levar o super raio do block). Nessa conta o meu 'amigo' tinha me mandado solicitação de amizade faz um tempo e eu não cheguei a aceitar porque eu não entrava naquela conta, mas aí eu aceitei e mandei mensagens pra ele. Eu perguntei porque ele fez isso, porque ele estava agindo assim. E ele não me respondeu; simplesmente me removeu. Tentei mandar solicitação de amizade e ele recusou.
Desesperado, pedi pra outro amigo meu perguntar pra ele o que estava acontecendo. Aí ele me disse que esse 'amigo' me removeu do Facebook porque ele começou a namorar e o namorado dele não queria que eu fosse carinhoso com meu 'amigo' então me mandou remover do Facebook, e ele prontamente removeu.
Aquilo me deixou ainda mais desesperado. E começou a crescer um ódio profundo em meu coração. Antes eu sentia vontade até de abraçar e acariciar esse meu 'amigo'. Mas naquele momento (e até agora) a minha vontade era de socar e de quebrar os ossos dele. Eu estava dominado pelo ódio (e de certa forma até agora ainda estou). Era uma mistura de ódio e de angústia, que tomava meu coração.
Eu desativei dois dos meus perfis do Facebook, deixando apenas um, onde eu não tinha ninguém na minha lista de amigos. Fiquei uns dias sem falar com nenhum dos meus amigos diretamente, e até agora estou assim. Estou apenas aqui no meu quarto. Eu choro todos os dias. Eu estou com pensamentos suicidas (denovo). Eu estou tão abalado que eu estou com vontade de vomitar... e de chorar... e de morrer.
E me vem à cabeça sempre o mesmo pensamento: "os demônios não possuem chifre ou rabo, eles são seres humanos assim como eu e você". Essa frase está até agora soando em minha cabeça. E é verdade. Antes eu via esse meu 'amigo' como um bebê que eu tinha que proteger. Agora eu o vejo como um demônio, e queria que ele queimasse no inferno.
Eu realmente não consigo entender o porquê. Quer dizer que ele estava tão desesperado pra arrumar um namorado, que preferiu me descartar a mando dele? Olha, depois dessa, eu penso que, embora às vezes me faça falta ter um namorado também... Eu preferia nunca ser assim. Agradeço todos os dias por ter meus amigos; eu poderia estar pior. Eu nunca iria jogar fora meus amigos por conta de um "namorado".
Apesar disso, no entanto, estou com tanta vergonha e ódio e tristeza (uma mistureba de sentimentos negativos), combinado com a falta de fé e os pensamentos suicidas, que eu não consigo nem chegar perto dos meus amigos. Eu olho eles de longe, e penso que eles estão mais felizes sem mim. Por exemplo, eu às vezes entro na minha smurf no LoL (não quero entrar na main, porque escrevi umas coisas pros meus amigos, e não foi nada de mais o que eu escrevi, eu não os xinguei nem nada, pelo contrário, eu só não quero olhar as respostas; isso, é claro, se eles responderam). Eu às vezes entro na smurf pra poder olhar meus amigos jogando, e vejo que no fim das contas, eles devem estar felizes sem mim, afinal estão seguindo a vida normalmente, então talvez eu seja inútil pra eles.
De qualquer forma eu não sei o que fazer. Se eu tivesse coragem eu iria tirar minha própria vida. Eu tô cansado de viver num mundo onde com um apertar de um botão, você pode passar a fingir que nada aconteceu, você pode descartar todos os momentos preciosos que passou com a pessoa, sem nem precisar se importar com essa pessoa ou com o que ela vai sentir depois.
É isso... Eu acho que no fim das contas... não sei mais se tenho amigos de verdade. Mas de uma coisa eu sei; não tenho mais vontade de viver. Pelo menos, não viver assim.
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2018.05.09 02:57 porco-espinho A menina que mudou minha vida. (E ela provavelmente nem sabe disso)

Tô meio reflexivo nos últimos dias e também estou tentando melhorar minha escrita, então juntando o útil ao agradável, está saindo esse desabafo.
Antes queria falar sobre o que eu acho de mim mesmo, pra dar algum contexto. Acho que minha melhor qualidade é a falta de orgulho, e o fato que sou muito egoísta, sempre me coloco a frente de qualquer outra coisa ou pessoa. Juntando os dois eu acabo sendo alguém que sempre está do lado do time que está ganhando. Mudo de posicionamento e de opiniões como se fosse cueca, muitos me acham hipócrita, provavelmente estão certos. Também sou bom em influenciar pessoas, sempre consigo que as pessoas a minha volta, tenham as ideias que eu acho certas.
Com o contexto criado, vamos à história, tudo começou quando entrei no colegial. Eu odiava escola, sempre fui aquele aluno mediano, mas puxado pra zuera, não estava na lista dos três piores alunos da sala, mas meus pais tiveram que ir na escola algumas vezes. Desde o fundamental eu carreguei comigo um amor pela matemática, era minha matéria preferida, sempre ia bem nela (em física também), mas em todas as outras eu era uma aberração, sempre mendigando arredondamentos pra somar a nota mínima e passar de ano, recuperações e provas substitutivas eram parte do meu cotidiano.
A escola que eu estudava era grande, tinham várias turmas do mesmo ano, é era comum as turmas se comunicarem pra trocar trabalhos e tarefas. Em uma dessas, no meu segundo ano, acabei pegando o MSN da Luiza (nome fictício), uma garota de outra turma que tinha pego o mesmo tema que eu. Adicionei é fui pedir o trabalho para copiar, ela foi muito educada comigo mas negou, não me passou, nem deu uma desculpa, só falou que não ia passar e mudou de assunto. Fiquei meio perdido, não esperava aquilo, já tinha feito várias vezes e sempre conseguia no final, mas ela foi diferente, me deu várias dicas de como fazer o trabalho, mas não me deu ele pronto. Acabei tendo que fazer, não entregar ele significava que eu não teria mais chance alguma de passar direto naquela matéria.Depois disso, passei a conversar com Luiza frequentemente, as vezes na escola mesmo, mas normalmente pelo MSN, ela sempre me ajudava com algumas tarefas do gênero.
Nesse ponto eu preciso falar mais sobre Luiza, ela sem dúvidas estava no top3 das meninas mais bonitas do meu ano, mas ela namorava um cara do terceiro ano. Ela era a menina super dedicada, filha de um casal de professores, ela era a detentora do melhor boletim do ano, era a garota que todos os professores amavam. Totalmente certinha e perfeitinha é a melhor definição que tenho pra ela nesse momento. O tempo foi passando, e mantive esse contato com ela, aliás ela sempre me ajudava, quando eu realmente precisava fazer algum trabalho.
Românticamente meu segundo ano foi bem legal até, tive alguns rolinhos característicos dessa idade, mas nada sério, só ia levando. A coisa melhora logo depois que acaba o ano letivo. O terceiro ano vai fazer a tradicional viagem de formatura e o namorado de Luiza decide que queria aproveitar solteiro. No momento não passou nada pela minha cabeça, só segui minha vida e segui conversando com ela, mas agora as vezes as conversas se alongavam por horas e começaram a ficar mais frequentes.
Quando começou o terceiro ano eu tinha certeza, precisava me aproximar mais dela, era mina única chance. Mas eu não sabia como ela poderia se interessar por mim, eu era só o garoto que tinha problema com as notas, bom em matemática e viciado em jogos de PC e ela era perfeita.
Não tenho muito o que comentar nesse ponto, as coisas foram seguindo naturalmente, até que um dia, aconteceu e tentei beijar ela. Para minha surpresa, fui correspondido, e a Luiza me beijou de volta, foi o início do nosso namoro. Foi uma época mágica, eu realmente fiquei apaixonado por ela e me sentia correspondido. Ela melhorou minha vida em todos os aspectos, meu comportamento, minhas notas, minhas atitudes, minha responsabilidade, tudo influenciado por ela, eu já tinha mudado muito, mas ela ainda ia mudar muito mais em mim.
Mas com isso também vi o outro lado dela, o que antes eu achava uma menina brilhante, agora eu via uma menina dedicada. Ela não tinha facilidade nas matérias, mas sim estudava por incontáveis horas na sua casa, pra manter o nível de excelência. Realmente, não acho que nesses últimos 10 anos eu conheci outra pessoa tão dedicada quanto ela. Outro ponto importante é que é ela era muito sonhadora, com 17 anos ela já tinha a vida dela inteira programada, quando ia casar, quando ia ter um filho, quando ia trocar de emprego, realmente tudo, e eu estava inserido nesse sonho dela, mas eu via que claramente ela conseguiria fazer tudo aquilo sozinha.
Tivemos um ano incrível, terminamos o colegial juntos, tive notas de um aluno normal (e não de um idiota) até nossas famílias já se conheciam e se "gostavam", mas como todo recém formado, entramos pra faculdade. Eu fui fazer computação em uma faculdade da cidade e ela passou em um curso tradicional de humanas em uma faculdade na cidade vizinha. Como todo adolescente idiota eu conheci o mundo das festas da faculdade, primeiro semestre e eu estava sempre tentando ir pra festa, ela também entrou na onda, curtimos muito nos primeiros meses das nossas faculdades.
Só que eu precisava de mais, eu queria curtir aquilo ao máximo e nesse ponto Luiza passou a ser um problema pra mim. Não demorou muito pra tomar a decisão que eu precisava estar solteiro pra curtir aquilo ao máximo. Passei a colocar na cabeça dela que precisávamos terminar, pouco tempo depois tivemos o fatídico dia em que "juntos" chegamos a conclusão que seria melhor para os dois se terminamos. Mas a realidade é que eu já tinha todas as falas e todos os cenários programados na minha cabeça, só precisei fazer ela dizer as palavras, foi fácil eu conhecia ela muito bem.
Nesse momento eu sabia o que tinha feito e sabia que tinha trocado uma vida perfeita, com a menina perfeita e precisava fazer aquilo valer a pena, não importava o preço disso. Foi minha segunda era de ouro, eu curti muito, zuei muito, bebi muito, me droguei muito e segui a vida cheia de exageros. Sempre com o pensamento de que eu troquei a Luiza por aquilo, então eu precisava fazer valer a pena. Meus pais não são ricos, então pra sustentar meu estilo de vida, logo consegui um estágio em programação.
No estágio logo eu vi uma oportunidade pra ser efetivado, mas eu estava concorrendo com outros cinco estagiários, todos em anos mais avançados do que eu na faculdade. Nesse ponto o pensamento de Luiza sempre me voltava, eu precisava da vaga, pra provar pra mim mesmo que eu tinha feito a decisão certa. Em três meses de estágio fui efetivado, depois de muito estudar por conta é trabalhar praticamente o dobro do que era necessário. Levei muito a sério a ideia de Play Hard, Work Hard, essa era minha vida agora.
A história se repetiu mais algumas vezes, e tive uns ascensão bem grande em um curto tempo, tudo graças a Luiza. Nesse ponto ela passou a ser um ideal de vida pra mim, apesar de nunca mais ter tido muito contato com ela, era a lembrança de ter deixado ela, que me motivava à ir pra frente e pra cima. Eu queria provar pra mim mesmo que tinha feito a escolha certa.
Hoje já se passaram quase 10 anos desde que começamos a namorar, e vejo o quanto aquela menina me mudou e o quanto eu ainda colho frutos disso. Tive outros relacionamentos no caminho, mas nunca foram metade do que eu tive com aquela menina que não me ajudou com o trabalho de Geografia. Fui muito mais longe do que qualquer pessoa poderia imaginar, todo mundo sempre achou que eu tinha um dom ou algo especial, mas era bem mais complexo do que isso. Tenho hoje um salário maior do que um governador e participação em três empresas. Hoje Luiza já não é minha fonte de inspiração, mas sempre que dizer o quão importante ela foi na criação de tudo isso, na minha criação.
Desculpa, ficou muito longo, se alguém leu até aqui, obrigado mesmo! Digitei no celular então vou ainda dar uma re-lida e possívelmente editar alguns erros, mas todo e qualquer feedback será muito bem aceito.
Espero que você esteja feliz Luiza. Te desejo tudo de melhor, você é incrível.
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2017.12.28 17:57 brucewaynedosuburbio Oi, Reddit. Hoje me pagaram R$ 2 mil para stalkear e descobrir tudo sobre uma pessoa. Segue meu relato de como fiz isso :)

EDIT MAIS IMPORTANTE: não me desafiem :)
EDIT IMPORTANTE: galera, comecei a receber várias mensagens de pessoas interessadas e pedindo ajudaa para encontrar amigos e amores do passado. Eu não sou profissional nisso e fiz isso como hobby, não depositem suas fichas em mim não, rs.
E outra: vou viajar agora no Ano Novo e ficar um tempo fora. Então não devo responder mais nada por aqui por um tempo. Quando voltar, vejo mensagem por mensagem e se posso ajudar ou não.
Voltando ao post original
Eu trabalho com marketing digital e sempre fui bom em caçar pessoas. Fazia isso no trabalho direito a ponto de se tornar um hobby. Brotou um cliente novo? Eu usava meus recursos para descobrir tudo o que podia sobre ele: endereço, estado civil, mídias sociais, processos, relacionamentos e por aí vai.
Isso me fez descobrir coisas interessantes. Como uma pessoa que entrevistamos para o trabalho era um bolsominion expulso da Polícia Militar acusado de assassinato (surpreendentemente absolvido, apesar de tudo apontar contra ele e seus colegas e ter até matéria de jornal sobre isso). Que o novo namorado de uma colega de trabalho frequentava um fórum de acompanhantes e tinha um perfil fake para manter contato com as primas. Que uma funcionária daqui abriu uma empresa no nome do marido e estava usando informações privilegiadas nossas para concorrer conosco em pequenas licitações.
Minha fama acabou crescendo um pouquinho até chegar em um amigo de um colega de trabalho. A missão que ele me passou? Encontrar um amor dele do segundo grau. Achei meio obsessivo, mas o cara me disse que só queria saber como ela estava, como eles haviam perdido completamente o contato por terem se formado ainda nos anos 90, sem os benefícios da internet e tal. Ele tentou contratar uma firma de detetives, mas os caras não descobriram nada com as informações que ele passou. E ele ainda morreu uma grana boa com eles.
Ele veio falar comigo e pensei, por que não? Como nunca tinha feito isso na vida, ofereci receber APENAS se descobrisse alguma coisa, apesar de geralmente rolar um adiantamento nesses casos. Segue como fiz.
Disclaimer importante: nada aqui é garantia de que vocês terão algum resultado seguindo essas dicas. Algumas pessoas têm uma pegada digital ínfima por conta da idade ou da natureza de seus afazeres profissionais/acadêmicos.
Informações que recebi: primeiro nome, um dos sobrenomes, bairro onde a pessoa morava e supostamente ainda morava, uma foto dessa pessoa no fim dos anos 2000 em uma reunião de ex-alunos dessa escola. Ele também sabia que a pessoa em questão fazia aniversário em maio. Ele desconfiava que ela havia passado para algum curso de Letras de faculdade pública do Rio de Janeiro ainda no fim dos anos 90.
Primeira fonte: o Facebook: perguntei ao cara se ele conhecia alguém de confiança que morasse no mesmo bairro que ela. Ele tinha. Essa pessoa me cedeu sua senha e login no Facebook temporariamente para ajudar na busca. A combinação de nome + sobrenome que ele tinha não dava resultado algum. Provavelmente ela usava outro sobrenome.
Aqui eu tinha duas alternativas: a mais correta, que era pegar esses dois nomes que ele tinha e consultar o registro de aprovados no curso de letras nos anos que ele indicou (1998/1999) ou visitar a antiga escola dela. Seria o método mais fácil para descobrir o nome completo dela, mas também me tomaria tempo e gasto de ficar indo fisicamente nas universidades e na escola para consultar esses registros. Eu não queria tirar a bunda da cadeira, então foi na força bruta.
Eu chutei algumas dezenas de sobrenomes. Comecei calculando o numero de perfis que acessei numa única manhã e parei de contar quanto já estava na casa dos 200. Acho que estava na casa dos 300 quando encontrei pela foto.
Páginas curtidas, fotos curtidas pela pessoa: vamos chamar a pessoa de Karen. Karen tinha um Facebook bem monótono. Parcialmente fechado, com menos de 200 amigos e pouquíssima atividade. Isso é um empecilho fodido, mas vamos lá: com a user ID dela, você consegue checar as fotos que ela curtiu a partir do link https://www.facebook.com/search/INSERIR_NÚMERO_DA_ID_AQUI/photos-liked . Também acompanhei as curtidas dela.
Assim, descobri que ela era espírita e seguia as páginas de alguns centros espíritas. Nos comentários de fotos dela - as poucas abertas - vi pessoas mencionando encontrá-la no tal centro espírita, mas sem mencionar o nome dele. Chequei as fanpages de todos os centros e revirei as fotos dos eventos até descobrir que não só ela era membro assídua de um deles, mas também era médium de um deles. Consegui até para ele os horários em que ela atendia no centro.
Pelas páginas curtidas, também descobri um bocado sobre ela: que ela tinha um filho, que ela era espírita e de esquerda, que ela fora abandonada pelo marido. que seguia várias páginas de concurseiros, que gostava de ler literatura hot, que aparentemente sofria de depressão.
Nosso amigo Google: sabendo o primeiro nome dela, o sobrenome que esse cliente lembrava e o que ela usava no Facebook, juntei os três para fazer algumas combinações de pesquisa no Google. Sempre usando aspas e tentando fazer diferentes buscas.
"Karen" "Santos" "Amoedo"
"Karen dos Santos" "Amoedo"
"Karen Amoedo" "Dos santos"
Como eu sabia o ano aproximado em que ela nasceu e o suposto mês, jogava a data junto também com um dia aleatório: "13/05/198X".
Não demorou muito para rolar o bingo. Karen dos Santos Souza Amoedo, nascida em 24/05/198X. A informação veio na lista de aprovados de um concurso público de alguns anos atrás.
A partir daí, foi uma chuva de resultados. Descobri as exonerações e contratações dela em diferentes cargos federais e estaduais por conta dos Diários Oficiais, que ela foi assistente administrativa em uma faculdade daqui por alguns anos, passou em outro concurso e migrou para outra instituição.
A partir dos editais de cada concurso e o LoveMondays, identifiquei também o salário estimado que ela ganhava em cada um deles sem grandes dificuldades.
O Google retorna muita coisa boa. Registros em cartório, processos, empresas no seu nome, uma caralhada de coisa. Numa dessas buscas, encontrei o perfil dela no Youtube, que era aberto e tinha várias informações de coisas que ela gostava: hobbies, canais sobre depressão e espiritismo, plano de estudos para concursos públicos e por aí vai.
CPF é seu amigo
Hoje, é muito fácil no Brasil você consultar informações de pessoas por CPF em sites como o CC Fácil. Seu próximo passo então é descobrir o CPF da pessoa em questão.
Aqui é muito 8 ou 80. Muita gente tem o CPF largado pela internet por milhões de razões: alguma citação em ação judicial, diário oficial, burrice, uns bancos cadastrais que se encontram por aí. O meu, por exemplo, não está disponível em lugar algum.
No caso dessa pessoa em questão, jogar o "Karen dos Santos Souza Amoedo" (lembrando que o nome é fictício :) ) rendeu algumas dezenas de resultados e, num deles, havia o CPF da pessoa em questão. Fui lá eu no CC Fácil fazer a consulta.
Tem duas coisas SUPER importantes sobre o CCFácil:
O resultado? O endereço de casado dela, o atual endereço, o celular, o telefone fixo, alguns detalhes sobre a vida financeira dela.
A interpretação das informações: só nessa brincadeira aí já estava terminado o serviço, mas decidi ir mais a fundo e ver o que mais conseguia descobrir. Muita coisa é subjetiva e fruto de algumas migalhas de informação que a gente precisa interpretar, é quase como contar uma história mesmo.
Eu consegui acertar o perfil básico dela quase que por inteiro. A conclusão que cheguei foi que Karen casou-se com 20 e poucos anos, teve um filho e se separou em algum momento. Não consegui descobrir o nome do cônjuge, mas acho que poderia ter ido mais longe se recorresse aos cartórios da região. A depressão veio depois da separação, aparentemente com o filho ainda pequeno (hoje adolescente).
Pela descrição que ele me deu, ela parecia pouquíssimo religiosa nos tempos de escola. Concluí que a religião foi a forma que ela encontrou de enfrentar a depressão. Ela jamais exerceu a profissão pela qual se formou, se limitando a fazer vários concursos públicos para assistente administrativo, sempre mirando bem baixo. O salário mais alto da carreira dela foi R$ 2700~R$3100, já com as gratificações inclusas, pelo que consegui achar.
Ela conseguiu manter o peso após a gravidez, pelas fotos que encontrei. Mas a separação e a possível depressão fizeram ela engordar bastante. Ela também seguia várias páginas de comida orgânica e dietas saudáveis, mas não parecia estar fazendo muito efeito.
O que mais consegui?: liguei para a entidade pública onde ela trabalhava me identificando como funcionário dos Correios. Queria confirmar o endereço dela e a unidade daquela repartição onde ela trabalhava, já que era uma instituição bem grande. Falei que tinha uma encomenda no nome dela como endereço errado e que seria devolvido ao remetente, mas que aquele era o único telefone de contato. Nego se desdobrou e conseguiu me passar exatamente onde ela trabalhava e o ramal dela. Essa instituição tem várias unidades diferentes espalhadas pela cidade.
Queria confirmar o endereço que havia descoberto pelo CPF, mas também quis testar a ingenuidade dela. Dei outro endereço próximo no bairro em que ela mora, dei o nome do remetente como uma loja de apostilas de concursos públicos (com base nos interesses dela que escavei). Ela acreditou na hora e me passou o endereço certo, confirmando o segundo endereço que recebi na consulta da CC Fácil. Talvez o primeiro fosse dos tempos de casada.
Além disso tudo, com uma foto taggeada de uma amiga, descobri a escola onde o filho dela estuda. E que ele é meio geek/otaku (imagina se o cara tá no sub, hehe).
Acertei tudo? Da minha interpretação, só errei o espiritismo como válvula de escape para a depressão após o fim do casamento. Na verdade, o espiritismo foi a resposta que ela encontrou para a morte do pai há alguns anos.
Por que estou postando isso aqui?
Várias razões:
Sim, é meio creepy. Bem creepy, na verdade. Mas eu fiquei satisfeito com o resultado e espero que os dois se deem bem. E que ele não seja um psicopata ou mate ela, senão vou ficar com uma dor na consciência fodida. Mas pelo menos ganhei R$ 2 mil por basicamente um dia de trabalho :)
Vai funcionar comigo?
Aí vai um depende gigantesco, como eu disse lá em cima. Eu tenho uma vida bem ativa nas redes sociais e me recrimino por isso. É bem fácil saber bastante sobre mim e descobrir coisa sobre a minha vida. Mas a minha esposa, por exemplo, tem uma pegada digital mínima. Trabalha na iniciativa privada, em uma empresa pequena, não tem empresas no seu nome, não faz concursos públicos, não tem uma profissão que coloque o nome dela na internet repetidamente, não é chegada às redes sociais.
Se meu alvo em questão fosse a minha esposa, provavelmente eu não conseguiria porra nenhuma. Minha dica? Se vocês têm algo comprometedor e querem esconder, ou até simplesmente querem proteger sua privacidade, comecem a buscar essas informações sobre vocês disponíveis por aí e apaguem elas. Se você quer encontrar alguém, é só ser perseverante. A internet é um mar de informação.
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2017.11.10 21:16 aureliano_babilonia_ Crônica de um suicídio - reportagem da Veja relata espetacularização em operação da PF na UFSC

Link para a matéria original (restrita para assinantes).
Paywall de cu é rola: Crônica de um suicídio
Na noite do domingo 1º de outubro, um antigo cliente do Macarronada Italiana, de onde se avista a deslumbrante Baía Norte de Florianópolis, entrou no restaurante à procura de Zé. O garçom José de Andrade, de 63 anos, irrompeu no salão e aproximou-se para registrar em seu bloquinho o pedido de sempre do freguês de quase quatro décadas: talharim à bolonhesa.
— Não, Zé, hoje só vim te ver e tomar um café contigo. O garçom percebeu um timbre diferente e retrucou:
— Te conheço, Cau. Você está bem?
Cau não estava bem, mas desconversou. Reclinou sua vasta figura de 1,90 metro e 85 quilos sobre o balcão e tomou um expresso em companhia de Zé, que percebeu outra estranheza: o silêncio incomum e prolongado do interlocutor. Dez minutos depois, Cau deu-lhe um abraço apertado, um beijo na bochecha esquerda e disse “adeus”.
Dali, Cau foi ao Shopping Beiramar, uma caixa de concreto de sete andares, subiu até o último piso e andou em torno das escadas rolantes mirando lá embaixo, como quem calcula o território. Caminhou duas, três, cinco vezes ao todo. E decidiu ir ao cinema. Assistiu a Feito na América, o mais recente filme de Tom Cruise, e voltou para casa. No dia seguinte, na última manhã de sua vida, Cau deixou seu apartamento, no bairro de Trindade, e pegou um táxi. No meio do caminho, talvez à espera de que o shopping abrisse as portas, às 10 horas, encerrou a corrida na Praça dos Namorados, onde costumava levar o filho quando pequeno. Sentou-se num banco. Uma conhecida o cumprimentou, ele perguntou as horas. Eram 9h20. Quando o shopping abriu, Cau não demorou a chegar. Cruzou com um estudante universitário, a quem saudou protocolarmente, e tomou o elevador até o 7º andar. As câmeras de segurança do shopping captaram o momento em que Cau, sem nenhuma hesitação, se postou na escada rolante, colocou as mãos no corrimão de borracha, em seguida subiu ali com os dois pés — e jogou-se no vão da escada, projetando-se no precipício. Despencou de uma altura de 37 metros, a uma velocidade de 97 quilômetros por hora. Seu corpo bateu no chão como se tivesse 458 quilos. Ele morreu na hora, às 10h38 de 2 de outubro de 2017.
O suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, aos 59 anos, o Cau, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi o desfecho trágico de dezoito dias dramáticos. Sua vida começou a desabar na manhã de 14 de setembro, quando agentes da Polícia Federal deflagraram a Operação Ouvidos Moucos, com o objetivo de apurar desvios de verbas para cursos de ensino a distância na UFSC. Às 6h30 daquela quinta-feira, o reitor ouviu tocar a campainha de seu apartamento e, enrolado em uma toalha de banho, abriu a porta para três agentes da PF, que subiram sem se fazer anunciar pelo porteiro do edifício. Os agentes traziam dois mandados — um de prisão temporária e o outro de busca e apreensão. Recolheram o tablet e o celular do reitor e conduziram-no à sede da Polícia Federal em Florianópolis, dentro de uma viatura.
Atônito, sem entender o que estava acontecendo, o reitor só se lembrou de chamar um advogado quando estava prestes a começar seu depoimento, às 8h30. Durante as cinco horas em que foi arguido, passou duas sem saber por que estava à beira da prisão. Ainda respondia a perguntas sobre os meandros operacionais do ensino a distância, com o estômago embrulhado pelo jejum matinal e pelo tormento das circunstâncias, quando a delegada Érika Mialik Marena, ex-coordenadora da força-tarefa da Lava-Jato, à frente agora da Ouvidos Moucos, adentrou o local. Apressada para iniciar a coletiva de imprensa que começaria logo mais, Érika finalmente esclareceu ao interrogado o motivo de tudo aquilo: “O senhor não está sendo investigado pelos desvios, mas por obstrução das apurações”. E correu para comandar o microfone na sala ao lado.
Desde cedo, já voava nas redes sociais a notícia de que a Polícia Federal deflagrara uma operação de combate a uma roubalheira milionária na UFSC. A página oficial da PF no Facebook, seguida por 2,6 milhões de pessoas, destacava a Ouvidos Moucos: “Combate de desvio de mais de 80 milhões de reais de recursos para a educação a distância”. Ainda acrescentava duas hashtags para celebrar a ação: “#euconfionapf” e “#issoaquiépf”. A euforia não encontrava eco nos fatos. Na coletiva, a delegada Érika explicou que, na realidade, não havia desvio de 80 milhões de reais. O valor referia-se ao total dos repasses do governo federal ao programa de ensino a distância da UFSC ao longo de uma década, de 2005 e 2015, mas não soube dizer de quanto era, afinal, o montante do desvio. Como a PF não se deu ao trabalho — até hoje — de corrigir a cifra na sua página do Facebook, os 80 milhões colaram na biografia do reitor. Em seu velório, uma aluna socou o caixão e bradou: “Cadê os 80 milhões?”.
Encerrado seu depoimento, o reitor deveria ficar retido na sede da PF, mas, como a carceragem havia sido desativada, foi para a Penitenciária de Florianópolis, um complexo de quatro pavilhões construído em 1930. Acorrentaram seus pés, algemaram suas mãos e, posto nu, ele foi submetido a revista íntima. Um dos agentes ironizou: “Viu, gente, também prendemos professores!”. Cancellier vestiu o uniforme laranja, foi fichado e passou a noite em claro. Seus dois colegas de cela, presos na mesma operação, choravam copiosamente. Cancellier estava mudo, como que em transe, e cada vez mais sobressaltado com os rigores do cárcere.
Ficou trinta horas na cela na ala de segurança máxima. Teve sintomas de taquicardia: suava muito e a pressão disparou para 17 por 8. Seu cardiologista foi autorizado a examiná-lo, trazendo os remédios que ele havia deixado em casa (desde dezembro, quando implantou dois stents, Cau tomava oito medicamentos). Quando deixou a cela, Cancellier era um homem marcado a ferro pela humilhação da prisão. Sua família o recebeu em clima de festa e alívio. Os irmãos, Julio e Acioli, tinham comprado de tudo um pouco no Macarronada Italiana para um jantar regado a vinho branco Canciller, rótulo argentino escolhido pela similaridade com o nome de origem italiana da família. Também ali estava o filho do reitor, Mikhail, de 30 anos, doutor em direito como o pai, com quem ele mantinha um laço inquebrantável. Mas, entre piadas e risos, Cancellier exibia um semblante sem expressão. “Ele estava chocado. Revivia aquelas cenas o tempo todo”, lembra o irmão Julio, jornalista de 51 anos. Mais que tudo, o reitor estava sendo esmagado pelo peso da proibição de pisar na universidade até o final das investigações. A decisão fora tomada junto com o mandado de prisão e, para o reitor, soou como uma punição cruel.
Depois de ter visto seu nome nas manchetes do noticiário na internet e na TV, Cancellier deu boa-noite a todos e recolheu-se. Não era um homem aliviado pelo fim do martírio da prisão nem reconfortado pelo reencontro com a liberdade. Deixou o jantar como um derrotado. Um dos convivas, o desembargador Lédio Rosa de Andrade, de 58 anos, amigo da infância pobre passada em Tubarão, a 130 quilômetros de Florianópolis, percebeu o peso que o reitor carregava. “Ele entendeu que o episódio deixaria uma marca incontornável em sua biografia”, diz Andrade, colega de colégio de Cancellier.
A UFSC era uma extensão da casa do reitor. Seu apartamento, de três cômodos, onde viveu dezenove anos, dois deles casado e o restante na companhia do filho, fica a 230 passos do câmpus. Nos fins de semana, o reitor fazia uma ronda informal, bem à vontade em seu moletom. Na UFSC, ele teve, para os padrões acadêmicos, uma carreira meteórica. Em apenas dezoito anos, concluiu o curso de direito, fez mestrado, fez doutorado em direito administrativo, virou diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, numa eleição acirrada, elegeu-se reitor — cargo que ocuparia por dezesseis meses. Na eleição, a paciência para tecer alianças foi arma decisiva em um jogo embaralhado. “Ele não era um orador brilhante, mas era um articulador que conseguia trazer para o mesmo lado gente de todos os espectros ideológicos”, define o amigo Nelson Wedekin, de 73 anos, ex-senador pelo PMDB local.
Desde a juventude, a rotina universitária era a bússola da vida de Cancellier. Em 1977, aos 19 anos, época em que fazia política estudantil com o cabelo desgrenhado e bolsa de couro a tiracolo, ele se encantou com a universidade. “Não quero nunca sair daqui”, confessou ao amigo Osvaldir Ramos, hoje presidente do Conselho Estadual de Educação em Santa Catarina. Acabou forçado a sair, no regime militar, em decorrência de sua militância no Partido Comunista Brasileiro, o antigo Partidão, e da chamada novembrada: em 30 de novembro de 1979, o presidente João Figueiredo, o último ditador do ciclo militar, baixou em Florianópolis, bateu boca com estudantes na rua e o episódio terminou em pancadaria e prisões. Cancellier teve de desaparecer da faculdade de direito. Ressurgiu cinco meses depois trabalhando em um jornal e acabou tornando-se assessor de políticos, inclusive de Wedekin, função que o levou a se mudar para Brasília. Só voltou à UFSC em 2000, aos 42 anos, para cumprir uma fulminante trajetória acadêmica — e ser de novo expelido da universidade, agora em plena democracia e na condição de reitor, num banimento que lhe pesou como uma suprema humilhação. No muro da universidade, um anônimo grafitou: “Fora Cancellier”.
“A humilhação é a bomba nuclear das emoções”, afirma a psicóloga alemã Evelin Lindner, uma autoridade mundial num ramo da psicologia que estuda o peso da vexação em sociedade e sua relação com atos de violência — como o terrorismo e o suicídio, que, não por acaso, andam juntos. Se a culpa é uma dor que vem de dentro, a humilhação é como uma dor que vem de fora, imposta pelo olhar alheio. É sentida como uma falência em público. Sai cortando fundo no orgulho, na honra, na dignidade, e tende a ficar marcada como uma cicatriz. Escreve o psiquiatra Neel Burton, professor em Oxford e autor do livro Heaven and Hell: The Psychology of the Emotions (Céu e Inferno: a Psicologia das Emoções): “As pessoas que foram humilhadas carregam a marca da humilhação, são lembradas pela humilhação. Em um sentido muito real, elas se tornam a própria humilhação que sofreram”.
Os estudos científicos sugerem que, quando estão em jogo elementos que constituem a razão de ser de uma pessoa, como princípios, posição ou status, o peso da vergonha pode até desfigurar a identidade pessoal e tornar-se insuportável. “Em alguns casos, ser submetido a uma situação vexaminosa gera condutas irracionais e pode desencadear uma resposta violenta, como o suicídio”, diz o professor Helio Deliberador, do departamento de psicologia social da PUC de São Paulo. O filho mais velho de Bernard Madoff, um dos nomes mais cintilantes de Wall Street, suicidou-se depois da descoberta de que seu pai era, na verdade, um farsante que aplicara golpes bilionários. Jacintha Saldanha, enfermeira em um hospital onde a duquesa Kate esteve internada em 2012, caiu no trote de radialistas australianos que se fizeram passar pela rainha da Inglaterra, facilitou o acesso a dados sobre o estado de saúde da duquesa e foi publicamente achincalhada. Matou-se aos 46 anos. Como escreveu Albert Camus em Mito de Sísifo: Ensaio sobre o Absurdo: “Matar-se, em certo sentido, é confessar que se é ultrapassado pela vida e que não a compreendemos”.
Nos dias que se seguiram à sua soltura, Cancellier começou a ser ultrapassado pela vida. “Passou a alternar momentos em que achava que ficaria tudo bem com outros em que mergulhava no desânimo”, diz o ex-senador Wedekin. Em 16 de setembro, dois dias depois da prisão, seu irmão Acioli levou-o para falar com advogados. Ao entrar e sair do táxi, Cancellier tremia, com medo de ser reconhecido na rua e hostilizado. Com o celular confiscado pela PF, quase não atendia o telefone fixo de casa. Não ligava a TV e, ao irmão Julio, disse que cometera “suicídio digital”, pois retirara fotos do Facebook e parara de navegar nas redes sociais. Ensimesmou-se a tal ponto que os irmãos decidiram levá-lo a uma psiquiatra, a primeira vez na vida que buscava ajuda dessa natureza.
A consulta com a médica Amanda Rufino ocorreu em 19 de setembro, cinco dias depois da prisão. Ele saiu de lá com o diagnóstico de “sintomas de stress pós-traumático desencadeados por impactante fator estressor no âmbito profissional” e um quadro de “intensa sensação de angústia, de opressão no peito e taquicardia”. A psiquiatra prescreveu um ansiolítico e um antidepressivo, ambos em doses moderadas. Cancellier tomou obedientemente os remédios e voltou à médica em 29 de setembro, a três dias do suicídio. Ao final da segunda consulta, a psiquiatra comentou com um dos irmãos do reitor que a situação parecia sob controle. “O quadro está evoluindo bem”, disse. A João dos Passos, procurador-geral do estado, o reitor deu uma pista do que sentia: “Vou te confidenciar, João. Meu estado é de pós-catástrofe, como se eu fosse o sobrevivente de uma queda de avião. Não consigo me situar, raciocinar direito”. O amigo Lédio Andrade, com quem o reitor jogava xadrez, descreve um Cancellier irreconhecível: “Seu raciocínio ficou lento e os olhos fixavam o infinito. Não parecia o Cau”.
Em situações normais, o reitor tinha entusiasmadas conversas sobre Shakespeare, Freud e o cristianismo, temas que despertavam sua curiosidade intelectual. Agora, nada parecia atrair seu interesse. O irmão Acioli, engenheiro que mora em São José dos Campos, tentando tirá-lo da clausura de si mesmo, alugou um Fiat Uno e provocou: “Agora você vai me mostrar essa ilha”. Era sempre o irmão ao volante, pois Cancellier, apesar de ter carteira de motorista, só dirigia moto. Nesses passeios, o reitor até relaxava, mas logo voltava a cerrar-se em casa. Em Foz do Iguaçu, sua ex-mulher, Cristiana Jacquenin, de 48 anos, externou seu temor aos mais chegados: “Tenho medo do que ele possa fazer. Ele não vai aguentar ficar longe da universidade, é a vida dele”. Crica, como Cancelllier a chamava, foi uma paixão fulminante — em dois meses, eles subiram ao altar, ele com 28 anos, ela com 18. Conheceram-se no jornal O Estado (que já não existe) e, apesar da separação, mantiveram um elo até o fim. Ela afirma: “Aquela humilhação toda atingiu o Cau. Era como se alguém acertasse com uma bazuca uma escultura de pecinhas bem encaixadas que nunca mais se rearranjariam”.
A Polícia Federal pediu a prisão de Cancellier e outras seis pessoas da UFSC com base em um relatório de 126 páginas. Nele, o reitor é acusado de tentar obstruir as investigações da universidade sobre os desvios de dinheiro com base em apenas dois depoimentos. Em um deles, Taisa Dias, coordenadora do curso de administração, contou à polícia que, certo dia, levou ao reitor suspeitas de uso indevido de verbas no curso que coordena. Cancellier, segundo ela, perguntou se aquilo não seria um “problema de gestão” e, em seguida, lhe disse o seguinte: “Guarda essa pastinha”. Taisa entendeu que, com essa frase, o reitor estava querendo enterrar as investigações. A Polícia Federal, por sua vez, considerou a interpretação de Taisa como uma suspeita suficientemente clara de que Cancellier queria embolar a apuração. A defesa do reitor admite a conversa com Taisa, mas afirma que, ao dizer “guarda essa pastinha”, ele queria lhe pedir apenas cautela nas apurações e nas acusações. Ao reitor, nada foi perguntado sobre suas intenções, antes de ele ser preso.
O outro depoimento foi prestado pelo corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, um senhor calvo de olhos claros que nunca altera o tom de voz e fez fama de investigador obsessivo no câmpus da universidade. Em novembro do ano passado, o centro acadêmico da faculdade de engenharia postou no Facebook um texto que dizia que a universidade mantinha uma lógica desigual, punitiva para alunos e benevolente para professores. Hickel do Prado debruçou-se sobre a questão. Queria entender o que era aquela lógica desigual. Convocou nada menos do que uma centena de estudantes para depor. A apuração se encerrou sem nada concluir, mas ajudou a sublinhar sua fúria investigativa. Aos que lhe censuram o ímpeto de xerife, Hickel do Prado rebate com segurança pétrea: “Quem faz tudo certo não tem por que ter medo de nada”. (Na terça-feira 7, o corregedor pediu licença médica de dois meses da universidade.)
Em seu depoimento, Hickel do Prado fez cinco acusações ao reitor. Disse que ele lhe recomendou que instalasse uma sindicância, em vez de abrir um processo administrativo, e tentou subordiná-lo a uma secretaria ligada à reitoria. (A defesa do reitor confirma as duas providências, mas diz que eram uma tentativa de evitar os conhecidos excessos do corregedor, e não de sabotar a investigação.) Também afirmou que ele cortou sua remuneração numa “tentativa de constrangê-lo”. (A defesa do reitor afirma que houve uma ampla reforma na UFSC com cortes na remuneração de vários cargos comissionados, e não uma medida exclusiva contra o corregedor.) Ainda acusou o reitor de tê-lo chamado para uma conversa reservada na qual lhe pediu que não apurasse as suspeitas. (A defesa do reitor nega que a conversa tenha existido.) E, por fim, disse que ele lhe pediu para ter acesso formal às investigações depois de ter visitado a Capes, órgão federal que financia o sistema de pós-¬graduação no Brasil, que havia acabado de cortar as verbas para o programa de educação a distância da UFSC. (A defesa do reitor confirma que ele pediu acesso às investigações exatamente para saber as razões que levaram a Capes a cortar as verbas.)
A polícia não ouviu as explicações do reitor, antes de pedir sua prisão. Ainda que os dois depoimentos se limitassem a acusá-lo de tentar obstruir as investigações, a polícia incluiu o nome do reitor em uma lista de doze pessoas suspeitas de terem tido “efetiva participação na implementação, controle e benefício do esquema criminoso”. Não há no inquérito nenhum indício ou acusação de que o reitor fosse membro do “esquema criminoso”, nem mesmo a descrição do que poderia vir a ser esse “esquema criminoso”. VEJA perguntou à Polícia Federal por que Cancellier foi apontado como integrante da quadrilha, mas a PF preferiu não responder.
No final do relatório, na página 123, estão as cinco razões para prender o reitor. O texto afirma que ele:
• “Criou a Secretaria de Educação a Distância para estar acima do já existente Núcleo Universidade Aberta, vinculando-a diretamente à reitoria.” (O inquérito não traz nenhuma prova de que a criação da secretaria tenha relação com desvios de verba.)
• “Nomeou no âmbito do EaD (educação a distância) os professores do grupo que mantiveram a política de desvios e direcionamento nos pagamentos das bolsas do EaD.” (O reitor, ao assumir o cargo, fez mais de cinquenta nomeações. No âmbito do EaD, fez apenas três, e outros três professores que já integravam o grupo antes mesmo de sua gestão foram mantidos.)
• “Procurou obstaculizar as tentativas internas sobre as irregularidades na gestão de recursos do EaD.” (O inquérito, neste caso, baseia-se no depoimento da coordenadora Taisa Dias e do corregedor Hickel do Prado.)
• “Pressionou para a saída da professora Taisa Dias do cargo de coordenadora do EaD do curso de administração.” (É uma afirmação gratuita. O inquérito não informa de onde saiu essa suspeita nem aponta nenhum elemento que lhe dê consistência.)
• “Recebeu bolsa do EaD via Capes e via Fapeu.” (O inquérito também não informa de onde saiu essa suspeita, nem mesmo se existiu alguma irregularidade na concessão das bolsas.)
A juíza Janaína Cassol, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, analisou o pedido da PF em 25 de agosto e concedeu as prisões. Sobre o reitor e os outros seis acusados, ela escreveu: “Essas pessoas podem efetivamente interferir na coleta das provas, combinar versões e, mais do que já fizeram, intimidar os docentes vitimados pelo grupo criminoso”. Em 12 de setembro, a juíza pediu licença por problemas de saúde e foi substituída por Marjorie Freiberger. Dois dias depois, em 14 de setembro, a polícia lançou a Operação Ouvidos Moucos e prendeu o reitor e os outros seis. No dia seguinte às prisões, a juíza Marjorie Freiberger, sem que houvesse recurso da defesa do reitor e dos outros seis, resolveu revogar a decisão de sua colega e suspendeu as prisões. Ao contrário da antecessora, a juíza Marjorie não conseguiu ver motivo para tê-los levado para a penitenciária. Escreveu ela: “No presente caso, a delegada da Polícia Federal (refere-se a Érika Marena) não apresentou fatos específicos dos quais se possa defluir a existência de ameaça à investigação e futuras inquirições”. Mandou libertar todo mundo. Até hoje, a advogada do reitor, Nívea Cademartori, não entende por que seu cliente foi preso sem que tivesse a chance de se explicar. “Bastaria que a PF intimasse o reitor para depor, o que seria imediatamente atendido. Há uma banalização das prisões temporárias no país.”
Em seus últimos dias, Cancellier chegou a dar sinais de que não abandonaria o ringue. Em artigo publicado no jornal O Globo em 28 de setembro, quatro dias antes do suicídio, saiu em defesa própria e dos demais professores presos: “A humilhação e o vexame a que fomos submetidos há uma semana não têm precedentes na história da instituição”. O reitor também tentou recorrer da proibição de pisar no câmpus. Alegou que, como orientava teses de mestrado e doutorado, não podia deixar os alunos à deriva. A resposta da Justiça veio no sábado 30 de setembro, dois dias antes do suicídio: Cancellier estava autorizado a entrar na UFSC por três horas em um único dia. A decisão o devastou. “Como pode?”, perguntava. “Se demorar um minuto a mais, serei preso?”
A humilhação a conta-gotas ajudou a reforçar o quadro de stress pós-traumático do reitor, como a psiquiatria define a reação descontrolada do cérebro diante de um evento que está além de sua capacidade de absorção. “É como se o sistema de defesa do organismo entrasse em pane”, compara o psiquiatra Marcelo Fleck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Maria Oquendo, uma porto-riquenha baixinha que se tornou um gigante da psiquiatria americana e autoridade mundial em suicídio, diz que é dificílimo evitar a morte de vítimas desse tipo de stress. Elas nunca falam em suicídio, embora pensem no assunto constantemente. Um trauma como o que consumiu o reitor vira motivo de obsessão — mas, de acordo com as estatísticas, raramente conduz ao atentado à própria vida.
O reitor foi um dos raros casos. Na véspera de seu suicídio, sabe-se hoje, já estava tudo calculado. Ele recusou o convite dos irmãos para assistir a uma partida de futebol em que o clube de coração da família, o Hercílio Luz, tinha chance de voltar à elite catarinense. Preferiu sair com o filho Mikhail. Almoçaram, ele quis ver se estava tudo em ordem em sua casa, mas recusou-se a ficar para uma sessão de filmes na TV. “Preciso descansar”, despistou. Em vez de descansar, foi ao shopping em que morreria, assistiu a um filme e levou consigo a chave do apartamento, de modo a forçar seu irmão Acioli a dormir em outro lugar. Queria ficar sozinho na última noite. As cinzas de cigarro espalhadas pelo apartamento mostram que fumou ferozmente, quebrando a abstinência imposta pelo cardiologista. Escreveu quatro bilhetes. Um para o filho, outro para os irmãos, um terceiro para um amigo e o quarto carregou no próprio bolso. É o único cujo conteúdo é conhecido. “A minha morte foi decretada quando fui banido da universidade!!!”, diz o bilhete, com a ênfase dos três pontos de exclamação. No dos irmãos, referiu-se à imensidão do amor pelos dois, mas disse que a dor que o dilacerava era maior que tudo. Deixou bilhetes e documentos separados em uma pequena caixa no escritório de casa, encontrada por Mikhail. O filho disse: “O pai cumpriu a missão aqui”.
Até hoje, sabe-se apenas que o “esquema criminoso” durou principalmente de 2005 a 2015, quando Cancellier nem estava na reitoria. A Capes, que investigou o assunto, diz que o “esquema criminoso” era uma coleção de pequenas falcatruas de servidores escroques, sem a dimensão que se divulgou. O coordenador do programa do ensino a distância da Capes, Carlos Lenuzza, não revela detalhes da investigação, mas adianta: “Os valores dos desvios são muito distantes daquilo que se falou”. Até agora, um mês depois do suicídio do reitor, ninguém foi acusado formalmente de nada, e a polícia não chegou ao valor real que foi desviado. Ao ver a notícia do suicídio na TV, Zé, o garçom, desabou. Nem sabia que o amigo de toda a vida era reitor.
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2017.07.04 20:21 feedreddit Cibersegurança para todos: como proteger a privacidade de suas conversas com o Signal

Cibersegurança para todos: como proteger a privacidade de suas conversas com o Signal
by Micah Lee via The Intercept
URL: http://ift.tt/2tNJqLd
Video de Lauren Feeney
O conteúdo das suas conversas – sejam elas pessoais, profissionais ou políticas – pode ser alvo da espionagem de um governo local ou estrangeiro. Além disso, o envio de uma senha ou número de cartão de crédito pelo celular também pode ser interceptado por um criminoso. Ou então você pode querer se candidatar a um emprego sem o conhecimento do seu chefe atual; discutir um assunto delicado com um advogado; conversar com amigos sobre a ida a uma manifestação, um aborto ou a compra de uma arma; enviar fotos íntimas ao seu parceiro(a) sem que ninguém as veja; ou querer manter segredo sobre um novo relacionamento no trabalho. Esses são apenas alguns exemplos de como a privacidade pode ser importante.
Felizmente, a privacidade é um direito fundamental do ser humano.
Infelizmente, a maioria das ferramentas utilizadas para se comunicar via celular – ligações, mensagens de texto, e-mails, Facebook, Skype, Hangouts etc. – não são tão privadas como poderíamos pensar. Sua operadora de telefonia, seu provedor de internet e as empresas que criam os aplicativos que você usa para se comunicar podem interceptar o que você diz ou escreve. Seus bate-papos podem ser acessados pela polícia e por agências de espionagem como a NSA. Eles também podem ser vistos por _qualquer um_que pegar e vasculhar o seu telefone. Algumas mensagens podem ser lidas mesmo com o celular bloqueado, na tela de notificações.
Mas é possível garantir a privacidade das suas conversas. O primeiro passo é instalar um aplicativo chamado Signal – e seus contatos devem fazer o mesmo. Então é só configurar o programa para bloquear as ameaças.
O Signal é fácil de usar, funciona tanto no iOS – o sistema operacional dos celulares da Apple – quanto no Android – do Google – e criptografa suas mensagens de forma que apenas você e seu interlocutor possam decifrá-las. Além disso, ele é um software de código aberto, então qualquer especialista pode verificar se o programa é realmente seguro. O Signal pode ser baixado na Play Store do Android e App Store do iPhone.
Embora o Signal seja um software muito bem feito, você precisa fazer alguns ajustes para maximizar a segurança de suas conversas. Já escrevi sobre algumas dessas configurações no ano passado, mas o programa mudou muito desde então, e talvez você não conheça algumas de suas funcionalidades mais úteis.
Vou falar sobre elas em detalhes mais abaixo – e no vídeo acima, criado por Lauren Feeney.
Para ir diretamente a um item específico, clique no link correspondente abaixo:

Recomende o Signal a seus amigos

Você só pode enviar mensagens criptografadas e fazer ligações protegidas para outros usuários do Signal. Não adianta instalar o programa e continuar usando torpedos não criptografados para se comunicar. Faça com que seus amigos também instalem o aplicativo.
Se você é um ativista, recomende o Signal aos participantes da próxima reunião ou manifestação; se é jornalista, fale com suas fontes e editores; se está se candidatando a algum cargo político, use o Signal para se comunicar com sua equipe de campanha.

Bloqueie seu telefone

O Signal usa uma rigorosa criptografia de ponta-a-ponta, que, quando verificada, impede que o conteúdo das mensagens seja decifrado por um intermediário, como os criadores do Signal, operadoras de telefonia, provedores de internet – ou pela NSA e outras agências de espionagem que coletam dados em massa na internet.
Mas a criptografia do Signal não pode impedir que alguém pegue o seu telefone e abra o aplicativo para ler suas mensagens. Para isso, é preciso bloquear o acesso ao telefone com uma senha ou outra forma de autenticação. Você também deve habilitar a criptografia de dados do aparelho e atualizar o sistema operacional e aplicativos com frequência, pois isso dificulta consideravelmente a ação dos hackers.
No Android:
No iPhone:

Oculte as mensagens do Signal na tela de bloqueio

A criptografia do Signal será de pouca serventia se outras pessoas puderem ver as mensagens que você recebe na tela bloqueada do seu celular. Se o seu telefone costuma estar ao alcance de pessoas que não deveriam ler suas mensagens – colegas de quarto, colegas de trabalho e seguranças de aeroporto, por exemplo – desative a pré-visualização de mensagens do Signal na tela de bloqueio do telefone.
À esquerda, notificação do Signal em um iPhone bloqueado. À direita, notificação do Signal em um Android bloqueado.
Siga estes passos para desativar as notificações do Signal:
No Android:
No iPhone:
À esquerda: notificações do Signal oculta em um iPhone bloqueado. À direita: notificação do Signal oculta em um Android bloqueado.

Não guarde suas mensagens para sempre

Quando uma mensagem criptografada é enviada pelo Signal, apenas dois dispositivos guardam cópias do texto trocado: o seu celular e o do destinatário. Diferentemente de outros aplicativos de troca de mensagens, o servidor do Signal nunca tem acesso às mensagens, e os conteúdos criptografados permanecem online por muito pouco tempo. Isso significa que, quando você apaga uma mensagem do seu telefone – e o destinatário faz o mesmo – esse conteúdo deixa de existir. É uma boa ideia apagar seu histórico de mensagens frequentemente, principalmente quando se trata de conversas confidenciais. Dessa forma, se o seu telefone for vasculhado, as conversas de um ano atrás de que você nem se lembrava – e aquela conversa confidencial da semana passada – não serão encontradas.
O Signal permite programar a exclusão de mensagens depois de um certo tempo (entre cinco segundos e uma semana), tanto do telefone do remetente quanto do destinatário. Essa função se chama “Mensagens efêmeras”. Porém, nada impede que o seu interlocutor grave as mensagens antes que elas sejam excluídas – por meio de captura de tela, por exemplo.
Se você costuma mandar mensagens confidenciais para amigos ou grupos do Signal (vou falar sobre grupos mais adiante), recomendo ajustar a exclusão programada das mensagens para uma semana depois de lidas. Você também pode ativar as “mensagens efêmeras” para um contato e logo depois desativá-las, o que pode ser útil para o envio de uma senha, por exemplo.
No Android:
No iPhone:
Neste exemplo, as mensagens desaparecerão depois de cinco minutos.
Você também pode apagar manualmente mensagens individuais – ou mesmo conversas inteiras – do seu telefone. Mas você não pode, é claro, apagá-las do telefone do destinatário; isso só é possível com a opção “Mensagens efêmeras”.
No Android:
No iPhone:

Como enviar e receber fotos e vídeos privados

O Signal facilita o envio de fotos e vídeos criptografados – inclusive _gifs_animados. Quando estiver conversando com alguém, basta dar um toque no clipe de papel para abrir sua coleção de fotos ou acessar diretamente a câmera do celular.
O Signal também tem outro dispositivo de segurança: as fotos e vídeos gravados a partir do próprio aplicativo não são salvos automaticamente na memória do telefone. Da mesma forma, as fotos e vídeos que você receber também não serão gravados automaticamente. Se você quiser adicionar uma foto à coleção do celular, basta dar um toque longo na foto e salvá-la.
Por que isso é importante? Muitas pessoas sincronizam automaticamente fotos e vídeos com serviços de armazenamento em nuvem como iCloud, Google e outros. Elas também costumam permitir que aplicativos como Facebook e Instagram tenham acesso à galeria de imagens do telefone. Por mais cômodo que seja, isso significa que o provedor do serviço de armazenamento em nuvem também terá acesso às suas imagens, podendo entregar os dados a terceiros, como uma agência governamental. Da mesma forma, suas imagens podem ser acessadas por hackers, como em 2014, quando fotos de celebridades nuas foram publicadas na internet depois de um ataque a suas contas no iCloud.
Portanto, se você fotografar um documento confidencial para um jornalista – ou tirar uma _selfie_sensual para o(a) namorado(a) –, envie as fotos diretamente pelo Signal, que é capaz de criptografar uma imagem da mesma forma que uma mensagem de texto.

Como criar grupos de discussão seguros

Para mim, uma das funcionalidades mais úteis do Signal é a possibilidade de criptografar uma conversa em grupo. Qualquer pessoa pode criar um grupo no Signal e adicionar quantas pessoas quiser; as mensagens de todos os membros serão criptografadas. Assim como nas conversas individuais, você pode habilitar a exclusão programada de mensagens, fotos e vídeos. Veja alguns exemplos de situações em que os grupos do Signal podem ser úteis:
Veja como usar os grupos do Signal:
No Android:
No iPhone:
Os grupos do Signal são úteis, mas não são perfeitos. Os problemas podem ser resolvidos em versões futuras, mas, por enquanto, são os seguintes:

Como fazer chamadas de voz e vídeo seguras

Além de permitir o envio de mensagens de forma segura, o Signal também pode ser usado para fazer ligações criptografadas de voz e vídeo. Basta selecionar o ícone de telefone para ligar para um contato. Trata-se de uma ligação telefônica normal, mas com a segurança da criptografia de ponta-a-ponta. Para iniciar uma chamada de vídeo, toque no ícone de câmera durante a ligação para ativar a câmera – simples assim.
Durante uma chamada de voz ou vídeo, seu interlocutor pode ver o seu endereço IP, o que pode ser utilizado para determinar a sua localização. Na maioria das vezes isso não importa, mas às vezes pode ser um problema – se você não quiser revelar de que país está ligando, por exemplo. Nesses casos, é possível redirecionar a ligação através dos servidores do Signal, fazendo com que o único IP visível no outro lado da linha seja o do próprio Signal. Essa função diminui ligeiramente a velocidade da conexão, o que pode reduzir a qualidade da ligação. Veja como habilitá-la:
No Android:
No iPhone:

Como enviar mensagens sem adicionar o destinatário aos contatos

A maioria das pessoas sincroniza seus contatos com o iCloud, Google, a empresa em que trabalham ou outros serviços de nuvem. Isso é muito conveniente; se você perder o telefone e comprar um novo, poderá recuperar seus contatos. Porém, isso quer dizer que sua lista de contatos pode ser acessada pelos provedores do serviço de sincronização, que, por sua vez, podem fornecer os dados para a polícia ou agências governamentais.
Você pode querer conversar com certos contatos de maneira segura, mas sem adicioná-los à sua lista de contatos. Por exemplo, se você quiser vazar uma informação para um jornalista sem ser investigado por isso, é melhor não salvar o número do repórter na nuvem.
O Signal permite que você converse com pessoas que não estão na sua lista de contatos. Para fazer isso, abra o aplicativo, selecione o ícone de caneta para iniciar a conversa e digite o número de telefone no campo de busca. Se a pessoa em questão for usuária do Signal, você poderá trocar mensagens criptografadas com ela sem ter que adicioná-la aos seus contatos.

Use números de segurança para se proteger de ataques

Esta seção pode parecer um pouco confusa – o funcionamento da criptografia é uma coisa meio complicada mesmo. Mas o mais importante aqui é aprender como verificar os números de segurança.
Mais acima, eu disse que o Signal garante a privacidade das suas conversas quando devidamente verificado. Para usar o Signal corretamente, é preciso verificar se suas comunicações não estão sendo interceptadas em um ataque man-in-the-middle.
Um ataque man-in-the-middle(“homem no meio”, em tradução literal) acontece quando duas pessoas – Alice e Bob, por exemplo – pensam que estão conversando diretamente uma com a outra, mas, em vez disso, tanto Alice quanto Bob estão conversando com um intermediário, que intercepta tudo o que está sendo dito. Para proteger totalmente as suas conversas, é preciso verificar se a troca de informação criptografada está sendo feita diretamente com seus contatos, e não com algum impostor.
Você tem um “número de segurança” em comum com cada contato do Signal. Por exemplo, Alice tem um número de segurança em comum com Bob e outro com Charlie. Quando Alice liga para Bob, se o número de segurança que aparecer no celular de ambos for igual, isso significa que a conexão é segura. Porém, se os números forem diferentes, tem alguma coisa errada; talvez Alice ou Bob estejam vendo o número de segurança que têm em comum com o interceptador, o que explicaria a discrepância.
É improvável que alguém tente atacar a sua conexão _na primeira vez_que você entrar em contato com um amigo. Por isso, o Signal considera como seguro o primeiro número de segurança atribuído para cada contato. Mas, se o conteúdo da conversa for confidencial, é melhor confirmar assim mesmo.
Para verificar a integridade da criptografia, acesse a tela de verificação da seguinte forma:
À esquerda: tela de verificação do número de segurança no iPhone. À direita: tela de verificação do número de segurança no Android.
Existem algumas maneiras de verificar com um amigo se seus números de segurança são iguais. A mais fácil é presencialmente, juntos no mesmo lugar, mas também é possível fazê-lo à distância.
Como verificar um contato presencialmente
Se você puder se encontrar com seu contato, basta escanear o código QR (um código de barras quadrado) dele. No Android, toque no círculo com o código para escanear; no iPhone, selecione o ícone “Escanear código”. Aponte a câmera para o código QR de seu amigo: se o processo for completado normalmente, isso significa que a criptografia é segura.
Como verificar um contato à distância
Se vocês não puderem se encontrar pessoalmente, é possível verificar os números de segurança à distância, embora o processo seja um pouco trabalhoso.
Você e seu contato devem enviar o número de segurança por meio de um canal externo – ou seja, por fora do Signal. Envie uma mensagem no Facebook, Twitter, um e-mail ou faça uma ligação telefônica – ou então use outro aplicativo de mensagens criptografadas, como WhatsApp ou iMessage. Se estiver realmente preocupado com uma possível interceptação, recomendo fazer uma ligação; se você conhece a voz do seu contato, é muito difícil alguém se fazer passar por ele.
Quando seu contato receber seu número de segurança, ele deverá acessar a tela de verificação e comparar – algarismo por algarismo – o que você enviou com o que ele está vendo. Se os números forem idênticos, a conexão é segura.
Tanto no Android quanto no iPhone, você pode tocar no botão de compartilhamento na tela de verificação para enviar o número de segurança via outros aplicativos ou copiá-lo para a área de transferência do telefone.
Verifique novamente contatos que trocarem de telefone
De vez em quando, você pode ver a seguinte mensagem no Signal: “Número de segurança modificado. Toque para verificar.” Isso pode signifcar uma das duas seguintes possibilidades:
  1. Seu contato instalou novamente o Signal, provavelmente por ter comprado um novo telefone.
  2. Alguém está tentando interceptar suas conversas.
A segunda alternativa é menos provável, mas a única maneira de ter certeza é verificar novamente o número de segurança com o seu contato.

Como usar o Signal no seu computador

Embora seja necessário instalar o Signal no celular para começar, também é possível instalar o aplicativo no seu computador. O programa não tem todas as funcionalidades da versão para celular – ainda não é possível fazer chamadas ou modificar grupos –, mas pode facilitar muito a vida de quem usa o Signal. Principalmente se, assim como eu, você passa o dia inteiro na frente do computador e precisa do Signal para trabalhar.
Trata-se de uma extensão para o navegador Chrome. Ou seja, primeiro é preciso instalar o Chrome no seu computador. Só então você pode baixar o Signal na Chrome Web Store. Ao executar o programa pela primeira vez, siga as instruções na tela para conectá-lo ao Signal do seu smartphone.
No entanto, instalar o Signal no seu computador proporciona mais uma possibilidade de ataque e interceptação de dados. Quando você usa o Signal apenas no telefone, se alguém quiser ler suas conversas, ele terá que hackear o seu celular. Mas se você também usa o aplicativo no computador, um hacker pode atacar _tanto o seu telefone quanto o seu computador_– o que for mais fácil. Por causa das diferenças na arquitetura dos sistemas operacionais de celulares e computadores, o mais provável é que o seu computador seja o alvo mais fácil.
Além disso, seus dados do Signal são armazenados de forma mais segura no telefone. No Android e no iOS, suas mensagens – e chave criptográfica – são armazenadas pelo próprio Signal, e outros aplicativos não têm acesso a elas. Já no Windows, MacOS e Linux, esses dados são guardados em uma pasta do seu disco rígido, e praticamente _todos_os seus aplicativos têm acesso a ela. Portanto, em certas situações, talvez o mais prudente seja não instalar o Signal no computador.
Tradução: Bernardo Tonasse
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2016.01.22 02:15 OgaihTVT De um amor perdido

Não sei nem como começar mas vamos lá. Quando tinha 13 anos tive o meu primeiro amoreco - quem não teve, né? - mas esse foi diferente, porque nunca aconteceu de verdade - dizem que são os mais puros ou apenas mais uma bobagem adolescente - ai que vem a pior parte, eu a decepcionei, sempre com aquela besteira de Hoje eu vou falar com ela passava dias, meses com a mesma besteira e nada. Enfim terminou o ano, com aquela sensação de merda, de decepção. No 1º ano do Ensino Médio, adivinha quem vai para a minha sala? Pois é ELA - eu juro, que pensei achei que era o destino haha - e o que acontece? *NADAAAA, é muito triste isso sempre fui muito tímido, com aquele medo irracional por gurias (WTF? Haha), e o mais foda é que ela dava as brechas mas não sei o que acontecia eu não conseguia, simplesmente não conseguia. O Engraçado é que eu sempre tinha a ver com ela. Tentei falar duas vezes com ela pelo face - Covardia? - mas nas duas ela foi bem grossa, não dava as brechas - Não sei se era com medo dela se decepcionar, enfim não sei - passou mais um ano e nada. No 2º ela permaneceu na minha turma, so que ela começou a namorar um guri na mesma escola, de outra turma. Eu lembro que não fiquei com raiva, achei que ela fez o certo, seguiu com a sua vida. Como ela começou a namorar aos poucos eu comecei a pensar Pô, será que ali não poderia ser eu, porque perdi tanta chance. Todos nos arrependemos por coisas que desistimos, de não nos sobressair por um simples medo, timidez e foda., Terminando o Ensino Médio, cada um foi pro seu lado, acho que criei um bloqueio em relação a ela ATÉ em um dia em que um amigo, pede pra ver se ele tinha passado na Lista de Espera da UEPB, e procurando e me esbarro com o nome dela - com isso já sabe né, toda aquela memória volta das merdas que eu fiz pra ela- e passa dia e não paro de pensar nela cara, como eu li em conto, o passado é um fantasma que volta de vez em quando e faz a gente vacilar. Enfim as nossas aulas começam semana que vem, e não espero a hora de encontrar ela pra pedir perdão, desculpas... sei lá por ter magoado ela, ter destruído as ilusões dela (pouco exagerado, haha). Me livrar desse peso de todos os anos que passaram, sei lá so queria falar pra alguém essa historia. PS: Soube que ela terminou o namorado, e do nado excluiu todas as redes sociais.
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2014.02.14 19:15 LackOfLogic Para celebrar o Dia dos Namorados fiz uma lista com alguns dos melhores filmes "românticos" de sempre. Qual a vossa opinião?

Para celebrar o Dia dos Namorados fiz uma lista com alguns dos melhores filmes submitted by LackOfLogic to portugal [link] [comments]


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INSCREVA-SE! Vídeos todas as SEG, QUA E SEX 19hrs *Não se esqueçam de avaliar o vídeo e comentarem a opinião de vocês sobre ele ou apenas um comentário fof... Mais um vlog quase sem cortes e edição, pq vcs estão amando e eu tb!!! Aí tem escola, tem shopping, brinquedão e até cantoria em casa, espero que vcs gostem.... Olá Pessoas! Sim, mais um vídeo de comida =P mas dessa vez é versão dia dos namorados;) Espero que gostem! Beijos. Músicas: Uptown Funk- Fifth Harmony, Jasmi... DIY - Dia dos namorados. Aprenda a fazer 2 presentes lindos e baratos para presentear o seu namorado/namorada nesse 12 de junho! ... DICAS DE PRESENTES E SURPRESAS PARA O DIA DOS NAMORADOS ... Este videos,dedico aos apixonados em relaçao aos dias dos namorados. ... VIDEO ROMANTICO PARA O DIA DOS NAMORADOS.3gp ... LatinAutor - Warner Chappell, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA ... MEDIDAS E MONTAGENS: https://bit.ly/3hBYIY2 ( MEDIDA DAS FOTOS: 9x7,5 cm) Espero que gostem do DIY para o dia dos namorados, uma caixinha super fofa! DIVULGU... ENIGMA DE DIA DOS NAMORADOS ESPERO QUE VOÇÊS TENHAM GOSTADO DO VIDEO ! REDES SOCIAIS : FACEBOOK : Bárbara Ventura PÁGINA NO FACE : Babizera SNAPCHAT : canaldababi INSTAGRAM : babi_zera ! Olá pessoal, no vídeo de hoje estamos em um clima romântico kkk. Vou mostrar uma maneira para você inovar no presente de seu(a) amado(a).E também tem a surpr... Nos sigam nas redes sociais: @hypedcontentbr @fellipeescudero @larissakora @caiokokubo Salve família, semana passada foi dia dos namorados e nós não iríamos ...